A falta de chuva em algumas regiões da província da Huíla está a preocupar as autoridades locais ligadas ao sector da agricultura, que estiveram reunidas para avaliar a situação.

S egundo o chefe de departamento do Instituto de Desenvolvimento Agrário na Huíla, Nguinamau Luzayawo, em Novembro e Dezembro do ano passado as chuvas caíram de forma regular. Contudo, durante o mês de Janeiro ainda choveu na província.

O responsável, que se reuniu com os dirigentes municipais das Estações de Desenvolvimento Agrário, a estiagem está a provocar estragos às plantações de milho, feijão, massango e massambala, em toda a extensão da província da Huíla.

Os municípios afectados são os de Quilengues, Caçula, Matala, Humpata, Chibia e Lubango.

“É nesta perspectiva que se convocou este encontro, visando encontrar soluções para mitigar os efeitos a este fenómeno, que pode estrangular o Programa de Combate à Pobreza”, disse Nguinamau Luzayawo, citado pela Angop.

O técnico agrário realçou que a esperança está nos meses de Fevereiro e Maio, decisivos para o aproveitamento do ano agrícola 2014/2015.

Na Chibia, as autoridades governamentais distribuíram, este mês, bens de primeira necessidade, a sete mil pessoas em situação de vulnerabilidade, em consequência da estiagem que se verifica naquela localidade.

De acordo com o responsável local do Ministério da Assistência e Reinserção Social, Agostinho Miguel, foi feito um levantamento este mês a todas as comunas do município, concluindo-se que este número de assistidos corria o risco de ficar sem alimentos nos próximos dias.

Nos últimos dias têm sido vários os relatos de situações de seca no sul de Angola, que estão a afectar parte das províncias de Benguela, Cunene, Cuanza Sul e Huíla.

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