O administrador da concessionária diamantífera angolana Endiama prevê para dentro de cinco anos a apresentação de novas descobertas de reservas de diamantes do país, que permitam compensar o fim da operação nas extracções actuais.

E m declarações à agência Lusa, Carlos Sumbula afirmou que “há uma intensa actividade de prospecção” em curso em Angola, envolvendo várias multinacionais, existindo a “perspectiva de encontrar novas reservas”.

“Pensamos que no futuro, dentro de cinco a sete anos, poderemos ter boas descobertas. Mas por enquanto as reservas estão a caminhar para o fim, o que é normal porque estamos a explorar diamantes há várias dezenas de anos”, explicou o presidente do Conselho de Administração da Endiama.

Depois do petróleo, os diamantes são a principal fonte de receita angolana.

Do total da extracção angolana no último ano, 8,75 milhões de quilates da produção industrial seguiram para exportação, avaliada em 1,308 mil milhões de dólares (1,15 mil milhões de euros).

De acordo com Sumbula, estão em curso em Angola estudos de prospecção de kimberlitos (campos com uma espécie de rocha magmática com diamantes) e alviões, em conjunto com outros parceiros, que visam compensar o natural declínio de produções que já levam dezenas de anos em actividade.

“Nós não temos perspectivas de aumento de produção. Estamos a fazer prospecção para a descoberta de novas reservas”, acrescentou o administrador da Endiama, que anteriormente já assumiu a existência de “indícios” que apontam para a futura descoberta de uma “mina importante”.

A Endiama assinou em 2013 um acordo com a empresa russa Alrosa, para prospecção de diamantes em Angola, tendo em conta estimativas iniciais que apontam para que apenas 10% das reservas angolanas são conhecidas.

Dados da indústria diamantífera mundial apontam Angola como quinto maior produtor de diamantes, mas a sua produção representa apenas 8,1 % do valor global mundial.

A mina de Catoca, no interior norte de Angola, é a quarta maior do género no mundo.

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