Três pessoas, entre as quais um polícia, morreram hoje no decurso de violentas manifestações contra o presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, em Kinshasa, informou um alto responsável governamental à agência francesa AFP.

A capital da República Democrática foi alvo, desde sexta-feira, de violentos confrontos em diversos pontos da cidade entre as forças de segurança e os jovens que gritam frases hostis ao presidente Kabila.

Ao sul da capital, perto da Universidade de Kinshasa (Unikin), um jornalista da AFP viu polícias abrirem fogo sobre os estudantes com o objectivo de dispersá-los. Várias testemunhas relataram cenas de pilhagens na cidade, sobretudo em lojas de chineses.

O saldo da violência poderá ser mais elevado, já que dois manifestantes mortos a tiro foram levados para a morgue do hospital geral de Kinshasa e não ficou confirmado se estas duas vítimas correspondem aos “saqueadores” citados pela responsável governamental.

As forças de segurança negaram ao jornalista da AFP o acesso à morgue.

Um grupo de opositores apelam às pessoas para “ocuparem massivamente” o Parlamento para protestar contra o projecto de lei eleitoral que poderá permitir a Joseph Kabila permanecer no poder além do seu mandato, que termina em 2016.

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