O presidente da Santoro Finance, Mário Leite Silva, manifestou hoje a sua satisfação com a abertura demonstrada pela equipa de gestão do BCP e pelo CaixaBank para avaliar uma possível fusão entre o BPI e o BCP.

“R egistamos com satisfação a abertura de dois dos principais ‘stakeholders’ (interessados) à nossa proposta de desafiar as administrações do BPI e do BCP para analisarem uma operação de fusão entre os dois bancos”, lê-se numa declaração por escrito enviada aos órgãos de comunicação social.

“Por um lado, a administração do Millennium BCP veio imediatamente manifestar a sua disponibilidade em aceitar o repto lançado pela Santoro ‘havendo interesse do BPI'”, escreveu Mário Leite Silva, acrescentando que, “por outro lado, o CaixaBank, através do comunicado de 6 de Março, mostrou-se receptivo a avaliar uma proposta quando os termos da fusão forem conhecidos”.

O presidente da ‘holding’ da empresária angolana Isabel dos Santos realçou que “são posições de princípio muito positivas e encorajadoras” e que “competirá agora aos executivos trabalharem uma proposta concreta dos termos a apresentar”.

E salientou: “Esperamos que o BPI também se possa pronunciar brevemente sobre o repto lançado pela Santoro, pois acreditamos firmemente nos méritos e no potencial de criação de valor de operações deste tipo – que trazem maior racionalidade ao sector financeiro português”.

O responsável voltou a garantir que “a posição da Santoro no sistema financeiro não é meramente financeira”, tal como o fizera logo quando foi lançado o desafio da fusão entre o BPI e o BCP.

“Nunca o foi e já afirmámos isto diversas vezes — é uma participação que se reveste de um cariz estratégico”, sublinhou.

“A proposta que fizemos não teve, como já foi escrito inúmeras vezes, o intuito de criar um impasse. Foi realizada com o intuito contrário – o de propor uma alternativa viável e resolver o impasse em que nos encontramos”, vincou.

E concluiu: “Acreditamos que esta proposta de criação do maior banco português, com posições de referência em três mercados de extremo potencial — Angola, Moçambique e Polónia -, gera valor para o BPI e para os seus accionistas e é positiva e favorável para todos os ‘stakeholders'”.

O tema relativo a uma possível fusão entre o BPI e o BCP voltou a surgir na semana passada, depois de Isabel dos Santos, segunda maior accionista do BPI, através da empresa Santoro, ter solicitado às equipas de gestão dos dois bancos que iniciem conversações com vista a uma fusão.

Esta foi a resposta da Santoro à Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada recentemente pelo maior accionista do BPI, o catalão CaixaBank, sobre o banco liderado por Fernando Ulrich.

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