O segundo comandante da Polícia Nacional do MPLA, comissário-chefe Salvador Rodrigues, afirma desconhecer qualquer manifestação “autorizada” para Luanda hoje, dia em que está anunciado um protesto para reclamar a libertação de 15 outros activistas. É evidente. Manifestações autorizadas são, por lei, só as do MPLA.

A informação foi transmitida pelo oficial da polícia, questionado pela Lusa à margem de um seminário sobre direitos humanos, promovido hoje em Luanda pelo Conselho Nacional dos Direitos Humanos e Fundamentais.

“Eu não tenho conhecimento de nenhuma manifestação que tenha sido autorizado pelo Governo da Província de Luanda. Todas as manifestações que forem autorizadas a polícia cumprirá com o seu papel, no sentido de proteger as pessoas que se manifestam”, afirmou o comissário-chefe Salvador Rodrigues.

Para hoje, às 15 horas, está convocada uma “manifestação pacífica” de “activistas cívicos de vários extractos sociais”, como se auto-intitulam, sob o lema “Chega de prisões arbitrárias e perseguições políticas em Angola”.

Julgando que Angola é o que não é (uma democracia e um Estado de Direito), os organizadores garantem que esta manifestação é legal que cumpriram com os requisitos legais para a sua realização, nomeadamente a comunicação ao Governo da Província de Luanda.

O protesto está previsto para o Largo da Independência, no centro da capital angolana, local em que pela manhã de hoje já era visível um musculado reforço policial… mesmo que a Polícia – segundo o comissário-chefe Salvador Rodrigues – desconheça a existência dessa manifestação.

“Não, não. Que eu tenha conhecimento não há reforço policial especial. A polícia está onde a situação operativa, criminal, requeira com maior incidência a colocação de homens para garantir a ordem e a tranquilidade dos cidadãos”, disse ainda o segundo comandante-geral da Polícia Nacional de Angola.

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