As autoridades da província do Huambo encerraram coercivamente, nos últimos dias, oito seitas religiosas ilegais entre 17 identificadas, processo que surge depois de confrontos entre a polícia e outra seita ilegal que terminaram com vários mortos.

“V ários mortos”, escreve a Lusa o que – no contexto da comunicação social portuguesa – significa todos os restantes órgãos que se limitam a reproduzir o que a agência escreve, mesmo quando, por exemplo, escreve que o Namibe é um país.

Em causa estão igrejas que funcionavam naquela província de forma ilegal, sem autorização ou reconhecimento do Estado, mas praticando o culto, cujos espaços de concentração foram selados pelas autoridades.

A responsável para os Assuntos Religiosos da Direcção Regional de Cultura do Huambo, Elisa Ginga, divulgou que 58 igrejas estão reconhecidas na província, havendo registo de 41 não reconhecidas, 17 das quais sem qualquer tipo de documentação, que serão alvo de encerramento.

“O processo vai continuar, muitas faltam ainda por encerrar”, disse a responsável, em declarações emitidas pela rádio pública angolana.

A 16 de Abril, na Serra Sumé, no Huambo, confrontos entre polícias e elementos da seita ilegal “A luz do mundo” terminaram na morte de nove agentes, que davam cumprimento a um mandado de captura ao seu líder, Julino Kalupeteka, entre outros elementos da mesma.

Da parte dos fiéis, a versão oficial da polícia aponta para 13 mortos, mas outros testemunhos locais, negados pelas autoridades, insistem em apontar para “centenas de vítimas”.

Segundo dados do Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos, cerca de 1.200 seitas funcionam de forma ilegal em Angola, tema que tem sido intensamente discutido publicamente nos últimos dias, devido ao desfecho do caso com a seita de Kalupeteka, cujo líder está detido pela polícia.

Esta seita advoga o fim do mundo em 2015, recusando a escolarização e vacinação dos fiéis, concentrando-os em acampamentos nas montanhas sem condições mínimas de sobrevivência, escreve a Lusa.

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