A entrada e saída do aeroporto internacional de Luanda vai processar-se automaticamente, em 12 segundos, com a entrada em funcionamento, no domingo, do sistema electrónico de controlo.

A informação foi confirmada hoje à Lusa por fonte do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), acrescentando tratar-se de um sistema de leitura electrónica de passaportes idêntico ao já utilizado nos aeroportos em Portugal, desenvolvido pela mesma empresa portuguesa Vision-Box.

Denominado em Angola por “Passa Fácil”, o Aeroporto 4 de Fevereiro será o primeiro a implementar o funcionamento deste serviço, estando previsto o seu alargamento posterior a outros postos de fronteira do país.

Os cidadãos angolanos, de acordo com a mesma informação, também terão acesso à nova funcionalidade, mas neste caso ficarão obrigados a um pré-registo, uma única vez, por não possuírem passaporte electrónico.

O sistema consiste na análise dos dados do passaporte electrónico, confrontando automaticamente, no caso de estrangeiros, com o tipo de visto emitido registado na base de dados, e com a análise e comparação de dados biométricos.

“Teremos cerca de uma dezena de equipamentos [individuais e automáticos] na entrada e outros tantos na saída. O que equivale a dizer que poderemos processar a entrada e saída de dez pessoas a cada 12 segundos”, explicou a mesma fonte.

Deixará assim de haver necessidade de contacto com agentes do SME nos actos migratórios, numa tentativa das autoridades angolanas de “desburocratizar” o processo, até agora feito exclusivamente de forma manual. Esta situação provocava longas filas de espera, nomeadamente à chegada de voos de Portugal, como facilmente se observava no posto fronteiriço do aeroporto de Luanda.

Após um período de testes, o sistema entra em funcionamento a partir de domingo, com a sua inauguração oficial, juntando-se Luanda a cerca de três dezenas de aeroportos em todo o mundo que já operam com o sistema da portuguesa Vision-Box.

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