Um jardim botânico de cerca de 60 hectares com várias espécies de plantas, com destaque para as africanas, deverá ser criado em Luanda, anunciou o Ministério do Ambiente de Angola. Crise? Não. Nada disso.

A intenção, que vem expressa num comunicado distribuído à imprensa, vem na sequência de um encontro com um grupo de empresários japoneses, com interesses de investimento em Angola.

O Ministério acrescenta que o futuro espaço, cujo local e data de início da construção não foram avançadas, deverá comportar um centro de convenções, estufa, hotéis, salas de cinema e aquários.

Na reunião, os investidores japoneses manifestaram a disponibilidade para, com parceria local, criar o jardim da amizade “Angola/Japão”, como já tem sido feito com outros países.

Na semana passada, realizou-se em Luanda o fórum económico Angola-Japão, com identificação de áreas para investimento.

Recorde-se, entretanto, que a maqueta do futuro jardim botânico na Universidade Kimpa Vita,VII região académica com sede na província do Uíge, foi apresentada em Maio de 2013 eira ao governo provincial do Uíge pela Universidade Técnica de Dresden da Alemanha.

O coordenador da cadeira de arquitectura de conhecimento da Universidade Técnica de Dresden, Joerg Rainer Noennig, que apresentou o projecto disse que o jardim comportaria três principais áreas, nomeadamente Departamento de Botânica, Centro Informativo para Visitantes e um Centro de Pesquisa Experimental.

Segundo o responsável, o projecto seria implementado no espaço de mais de 1.500 hectares e está previsto numa primeira fase a plantação de mais de 11 mil plantas medicinais diversas, visando assim a proporcionar aos estudantes e especialistas uma pesquisa, investigação científica e outras acções que visam o bem-estar e o desenvolvimento da província e em geral do país.

O responsável, que na altura não avançou a data do inicio das obras, referiu que a maioria das plantas a serem usadas no jardim é local, uma vez que a província oferece uma rica fauna e flora não explorada, por isso pretende-se, em primeira instância, reproduzir as plantas medicinais locais e futuramente incluir outras do exterior.

“Desde o inicio da cooperação entre a universidade Kimpa Vita e a Universidade Técnica de Dresden da Alemanha colocamos técnicos no terreno que têm desenvolvido, em colaboração com Instituto da Agricultura, pesquisas e colheita de diversas plantas, sobretudo medicinais”, reforçou.

Joerg Rainner Nonnig adiantou que para adequar a pesquisa, investigação e a produção dos diversos medicamentos está também prevista a construção de um centro de incubação para que pequenas e médias empresas ali possam se instalar.

Por sua vez, o vice-reitor para assuntos académicos da Universidade Kimpa Vita, Sony Cipriano, revelou que a implementação do jardim botânico na VII região surge no âmbito da cooperação que a UNKV tem com a Universidade Técnica de Dresden.

Segundo disse, o projecto é bem-vindo e é uma mais-valia porque vai reforçar o plano director da instituição, permitindo que os estudantes da instituição se sintam em condições de desenvolver as suas pesquisas sem sobressaltos.

Depois de apreciar o projecto, o governador provincial do Uíge, Paulo Pombolo, manifestou-se satisfeito com a arquitectura, realçando que o projecto trará frutos positivos no desenvolvimento da província e no bem-estar dos demais.

Garantiu até que o governo provincial vai continuar a colaborar e criar as condições necessárias para a concretização do projecto.

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