O ministro das Pescas, Agricultura, Alimentação e Florestas italiano assumiu hoje em Luanda o interesse do seu país em contribuir para o relançamento da agricultura angolana, através de parcerias a desenvolver entre empresas dos dois países.

M aurizio Martina falava à imprensa à margem do Fórum de Negócios Angola-Itália, realizado na Feira Internacional de Luanda, onde participam 71 expositores, tendo previsto para quarta-feira a assinatura, com o seu homólogo angolano, de um Memorando de Entendimento no domínio da agricultura.

O governante italiano sublinhou que o seu país quer colocar à disposição de Angola o seu conhecimento, tecnologia e experiência no campo agro-alimentar.

“Sabemos que existem projectos e empresas interessadas em colaborar connosco. Temos modelos agrícolas baseados em empresas familiares, penso que este modelo agrícola pode ir de encontro com a experiência angolana. Estamos muito interessados em colaborar”, frisou Maurizio Martina.

Segundo o ministro, várias empresas privadas italianas estão dispostas a investir em Angola, salientando que é necessário criar condições para que esses investimentos se concretizem.

“Devemos trabalhar em conjunto para vermos os tempos certos, ter respostas claras, mas aqui estão 70 empresas dispostas a investir em Angola”, frisou.

Por sua vez, o ministro da Agricultura de Angola, Afonso Pedro Canga, disse que o país conta com a cooperação internacional para o relançamento e desenvolvimento da agricultura, esperando igualmente o apoio da Itália.

“A Itália tem uma agricultura desenvolvida, tecnologia, tem empresários dinâmicos e penso que este fórum vai também ajudar a estreitar o relacionamento entre os empresários angolanos e italianos do sector da agricultura em geral do alimentar em particular”, sublinhou Afonso Pedro Canga.

Durante a visita de três dias, Maurizio Martina tem agendado encontros com governantes angolanos, destacando-se a ministra do Comércio de Angola, Rosa Pacavira.

No princípio deste mês, o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, visitou a Itália, tendo no decorrer da visita de dois sido rubricados os Memorandos de Entendimento de Consultas Bilaterais, sobre a Cooperação Económica e sobre o Seguro ao Crédito Externo.

José Eduardo dos Santos deslocou-se à Itália um ano depois da visita do primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, tendo defendido na altura uma estratégia de longo prazo nas relações entre Europa e África.

Matteo Renzi fez-se acompanhar na altura de uma comitiva de 25 empresários italianos interessados em investir em Angola, que representavam, no seu conjunto, uma facturação anual de 60 mil milhões de euros.

Angola, que é o terceiro parceiro comercial de Itália na África subsaariana, exporta essencialmente petróleo para aquele país europeu, importando de lá máquinas industriais, ferro, aço e bens alimentares.

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