Há cada vez há mais informações de que estão a retirar cadáveres de valas comuns para conduzi-los para outros lugares de forma a dificultar o seu reconhecimento. Isto em qualquer parte do mundo é crime de ocultação de cadáver menos em Angola , onde este tipo de práticas é uma constante dos serviços secretos.

Por Fernando Vumby

E sta conduta desde á muito que visa evitar com que os homicídios e outros casos de assassinatos sejam descobertos e de forma manifesta destruir as provas dos delitos para, assim, salvar a pele de alguns tubarões que deram as ordens para o massacre .

O Genocídio do Sumi/Caála não foi o primeiro e nem será o ultimo. Esta é uma certeza que tenho, e acredito também que o regime vai continuar a garantir o sucesso da eliminação selectiva e colectiva em Angola, pois como se vê a impunidade dos assassinos do passado é lastro para a impunidade dos assassinos do presente.

O ciclo de violência veio para ficar em Angola e já se tornou num dos elementos mais importantes na estratégia de JES para manter os angolanos e a nação sob seu controle, as vítimas e os assassinos estes sim, é que vão mudando umas vezes da UNITA e outras vezes até mesmo do próprio MPLA para variar e distrair algumas atenções.

Irmãos e compatriotas. É hora de passarmos a dar importância aos organismos internacionais existentes e com competência para julgar e condenar casos que sabemos a nossa justiça, por ser uma das piores farsas existentes no país, nada fará senão ignorá-los completa e definitivamente.

Existe um Tribunal Internacional onde qualquer angolano pode apresentar as provas que tem sobre casos onde houve violações dos Direitos Humanos e o nascimento desta jurisdição permanente universal, acreditem meus manos , é um dos grandes passos que se deu em direcção da universalidade dos Direitos Humanos e do respeito do Direito internacional .

E se o objetivo deste organismo é promover o Direito internacional e tem como um dos seus mandatos julgar indivíduos que cometem crimes tão graves como os ocorridos na serra do Sumi/Caála, os advogados angolanos em particular e a oposição no geral têm a obrigação moral e patriótica de fazer chegar este dossiê a este Tribunal Internacional de Justiça.

Existem testemunhas e declarações gravadas que confirmam as centenas de mortes e uma vez conscientes da farsa que é a nossa justiça não podemos perder tempo sob o risco de sermos todos coniventes deste genocídio que o regime tem estado á fazer tudo para se desfazer dos corpos.

Partilhe este Artigo