Quase 1.600 imigrantes ilegais foram expulsos de Angola em apenas uma semana, de acordo com dados disponibilizados pelo Serviço de Migração e Estrangeiros (SME).

O s números dizem respeito ao período entre 16 e 23 de Setembro, com o SME a informar que “afastou” de Angola, por via administrativa e judicial, um total de 1.569 estrangeiros que residiam no país “em situação migratória ilegal”.

Este total compara com os 1.506 casos registados na semana anterior.

No mesmo relatório, sobre os movimentos migratórios, o SME diz ter impedido de sair do país pelo aeroporto internacional de Luanda dois cidadãos da Guiné-Conacri “por uso de passaporte namibiano falso”, que se dirigiam a Londres, e um da Somália que utilizava passaporte sul-africano falso que viajava para o Rio de Janeiro.

O controlo da imigração ilegal tem sido uma prioridade defendida pelo Governo, nomeadamente face à vasta fronteira terrestre, mas depara-se com a falta de meios e recursos humanos suficientes para assegurar essa vigilância.

O Governo de Angola gasta em média anualmente cerca de um milhão de dólares com o processo – transporte, subsídios e alimentação dos oficiais do SME – de repatriamento de estrangeiros ilegais no país, que este ano rondam as 50.000 pessoas.

Segundo informações que as autoridades angolanas vão tornando públicas, um dos focos da incidência destas situações de permanência ilegal no país acontece no interior norte de Angola, com centenas de cidadãos da vizinha República Democrática do Congo (RDCongo) detidos no garimpo, também ilegal, de diamantes.

Os números oficiais mais recentes do SME indicam que estão contabilizados, através dos Centros de Detenção de Estrangeiros Ilegais, 510 cidadãos detidos por situação migratória irregular, que “aguardam o regresso aos respectivos países de origem”.

São maioritariamente da RDCongo (183), mas há também 87 cidadãos da Guiné-Conacri na mesma situação, de acordo com os mesmos dados.

Ainda segundo o balanço mais recente do SME, no mesmo período, por infracções migratórias, foram aplicadas multas a 75 cidadãos e 27 empresas.

Partilhe este Artigo