Um fórum económico Angola-EUA realiza-se hoje em Cabinda, para onde se deslocou uma missão empresarial norte-americana composta por 12 empresas. Para este efeito os EUA sabem onde fica Cabinda.

A missão empresarial, que realiza desde sábado uma pesquisa de mercado de oito dias, integra empresas da agricultura, saúde, geologia e minas, indústria, tecnologias de informação, construção e energia.

Sobre o fórum, a governadora da província de Cabinda, Aldina da Lomba Catembo, referiu que as oportunidades de investimento estão viradas para a agricultura, pecuária, indústria transformadora, hotelaria e turismo e ensino superior.

Segundo a governante, no sector da saúde existe já o interesse de uma parceria com a faculdade de medicina.

Aldina da Lomba Catembo disse ainda que no âmbito da visita foi preparada uma feira de exposição das potencialidades de Cabinda, com vista a “despertar o interesse dos empresários americanos”.

“É preciso mostrarmos ao mundo que Cabinda não é só petróleo, temos muitas outras potencialidades, em termos de agricultura, madeiras, recursos minerais, entre outros, que Cabinda tem e que podem servir para diversificar a economia e crescer o empresariado local”, asseverou a governadora.

Esta visita, referiu ainda, servirá para apresentar o potencial do turístico da vila de Lândana, município de Cacongo, com a qual cidade de Nova Orleans, do estado americano da Luisiana, poderá estabelecer futuramente uma geminação.

“A geminação começa com visitas mútuas, já visitámos Nova Orleans e houve esse interesse da geminação com a vila de Lândana, município de Cacongo. Eles vêm agora e vão ter a oportunidade de visitar Lândana, que tem um potencial turístico enorme e eles pretendem estabelecer parcerias em termos de hotelaria e turismo”, frisou.

Em Luanda, a missão empresarial apoiada pela Câmara de Comércio EUA-Angola (USACC), foi já recebida pela Secretária de Estado para a Cooperação, do Ministério das Relações Exteriores, Ângela Bragança, e tem agendado encontros com outros governantes angolanos.

Com o primado da economia a derrotar o dos direitos humanos, já vai o tempo em que o representante dos EUA, Lorne W. Craner afirmou que “a violação dos Direitos Humanos em Cabinda não é desconhecida da administração Bush#, acrescentando que “a situação em Cabinda é preocupante”. Mudam-se os presidentes…

Também já lá vai o tempo em que os EUA reabriram e mediaram as negociações sobre o Saara Ocidental, pela mão do seu representante, o diplomata Christopher Ross, e se esqueceram de Cabinda, onde nessa altura a Chevron descobria mais poços de petróleo.

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