A Endiama, concessionária da exploração diamantífera em Angola, investiu mais de 76 milhões de euros na construção de um hotel em Luanda, obra que se insere no projecto de diversificação das fontes de receita daquela empresa pública.

T em tudo a ver. O que é preciso é arranjar (para os mesmos) novas fontes que mantenham o caudal financeiro e, dessa forma, não se quebre a luxuosa e luxuriante amamentação da elite do regime. Não está mal, não senhor.

Instalado em plena marginal da capital angolana, o hotel Diamante, de quatro estrelas, foi agora inaugurado oficialmente e conta com 179 quartos, além de restaurantes, bares e ginásio.

“Considerando o facto de que o diamante é um recurso não renovável, então há todo o interesse de, a partir de agora, começarmos a fazer investimentos em áreas que não sejam puramente mineiras”, explicou o presidente do Conselho de Administração da Endiama, Carlos Sumbula.

A construção do hotel iniciou-se há mais de cinco anos, em parceria com uma empresa chinesa, tendo resultado do aproveitamento de um antigo edifício existente no mesmo local.

Com o novo hotel, que já está em funcionamento, foram criados cerca de 120 postos de trabalho, número que deverá aumentar entretanto para duas centenas, segundo a Endiama.

A empresa pública de diamantes já opera outras unidades hoteleiras nas províncias de Luanda e da Lunda Norte.

Depois do petróleo, os diamantes são a principal fonte de receita angolana, tendo rendido em 2014, até Novembro, 1,2 mil milhões de dólares (cerca de mil milhões de euros).

De acordo com dados oficiais, estavam em construção em Angola, em Dezembro passado, 111 unidades hoteleiras de várias dimensões, num total de 8.652 quartos.

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