O Governo angolano pretende elevar para um milhão de contadores a modalidade de pré-pagamento de energia eléctrica, num investimento de 390 milhões de euros que envolve a construção de uma fábrica destes equipamentos.

O projecto, que foi analisado no Conselho de Concertação Social angolano prevê a abertura, dentro de seis meses, de uma fábrica para produzir em Angola este tipo de contadores.

De acordo com informação entretanto transmitida pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, o projecto envolve 12 províncias angolanas e já permitiu a instalação de cerca de 172 mil contadores de electricidade pré-paga.

“O consumidor compra um determinado crédito de energia, como se faz com os telefones móveis, e utiliza esse crédito durante um determinado período, dependendo do seu consumo. Tem a possibilidade de, continuamente, verificar pelo contador o saldo que lhe resta e carregar”, explicou o governante, em declarações à imprensa angolana.

O projecto prevê a instalação, até final de 2017, de 1.062.00 contadores pré-pagos em todo o país, também como forma de racionalizar o consumo de electricidade e de travar os problemas de cobrança do serviço.

Serão investidos 432 milhões de dólares (391 milhões de euros), informou ainda o ministro angolano.

Face aos resultados positivos obtidos pelo sistema, instalado em alguns bairros de Luanda em 2011, em termos de cobrança e consumos, a Empresa de Distribuição de Electricidade de Luanda (EDEL) pretende também alargar até 2017 o pré-pagamento aos municípios de Cacuaco, Cazenga, Icolo e Bengo e Quissama.

Ainda segundo dados da administração da EDEL, com este sistema, a dívida à empresa, por cliente, reduziu-se de 34.104 kwanzas para 29.600 kwanzas (251 euros para 218 euros), tendo o consumo, em termos de facturação, praticamente triplicado, tendo em conta a informação disponível em Setembro passado.

As perdas comerciais da empresa todos os meses devido a consumos não registados estão estimadas em 2,7 milhões de euros.

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