O ministro da Saúde afirma que o país não pode “baixar a guarda” na prevenção da infecção do Ébola, apesar de, quase um ano depois de anunciada a epidemia na África ocidental, Angola não ter registado qualquer caso.

A través das autoridades de saúde e de segurança, Angola adoptou nos últimos meses várias medidas de protecção e vigilância ao nível das fronteiras, tendo avaliado alguns casos suspeitos, mas que se revelaram negativos após análise laboratorial.

A epidemia de Ébola foi anunciada em Março de 2014, após confirmação de um laboratório, mas os primeiros casos sobre “uma doença estranha”, numa aldeia da Guiné-Conacri, surgiram em Dezembro de 2013.

Em declarações à Lusa, o ministro José Van-Dúnem defendeu que Angola deve manter a atenção e a aposta na informação e divulgação da gravidade da doença, em que uma outra variante chegou a ser detectada, em 2014, na vizinha República Democrática do Congo.

“Angola tem de continuar a fazer o que tem feito até aqui, a informar as pessoas, a dizer que o problema existe e que causa uma grande mortalidade e que não podemos baixar a guarda. Informação, informação, informação”, disse o ministro da Saúde.

“E o treinamento dos profissionais para responder o mais eficientemente possível na eventualidade de termos uns casos. E responder eficientemente quer dizer ter o menor número impossível de mortos na eventualidade de termos casos de Ébola no país, isso é possível se as populações estiverem informadas”, apontou José Van-Dúnem.

De acordo com os dados mais recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 23.000 pessoas foram infectadas com o vírus do Ébola e mais de 9.400 morreram nesta epidemia, a mais grave desde que o vírus foi identificado na África central em 1976.

Só na semana passada foram registados 74 novos casos na Serra Leoa, 45 dos quais na capital Freetown, e 52 na Guiné-Conacri.

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