Um único bloco de produção de petróleo, entre dez concessões avaliadas, representou 37,4% das receitas fiscais petrolíferas angolanas em Janeiro, segundo dados de um relatório do Ministério das Finanças.

T rata-se do projecto CLOV (Cravo, Lírio, Orquídea e Violeta), do bloco 17, no ‘offshore’ angolano, que está a impulsionar a produção de petróleo em Angola, cuja meta é atingir os 1,83 milhões de barris de crude por dia em 2015.

Apenas este bloco, operado pela francesa Total, assegurou no mês passado mais de 22,2 milhões de barris de petróleo, dos 52,5 milhões exportados no mesmo período.

A exportação de petróleo a partir de dez concessões nacionais rendeu em Janeiro mais de 139,5 mil milhões de kwanzas (1,16 mil milhões de euros), uma quebra de mais de 57% face ao mesmo mês de 2014.

Deste total, 52,2 mil milhões de kwanzas (433,5 milhões de euros) foram garantidos pelo bloco 17 (equivalente a 37,4% do total), segundo o mesmo relatório do Ministério das Finanças angolano, sobre a receita arrecadada com Imposto sobre o Rendimento do Petróleo, Imposto sobre a Produção de Petróleo, Imposto sobre a Transacção de Petróleo e receitas da concessionária nacional. Face a Dezembro, este bloco aumentou em mais 4,2 milhões de barris o total exportado.

O bloco 15, o segundo mais relevante, garantiu mais de oito milhões de barris para exportação em Janeiro, e um encaixe, em receias fiscais, de 32,2 mil milhões de kwanzas (267,4 milhões de euros).

O bloco 17, à semelhança dos restantes, tem como concessionária a estatal angolana Sonangol, sendo operado pela francesa Total (40%), envolvendo ainda a norueguesa Statoil (23.33%), a norte-americana Exxon Mobil (20%) e a britânica BP (16.67%).

O projecto CLOV é tido como dos mais relevantes em Angola, para permitir inverter no curto prazo a quebra na produção de petróleo que registou no primeiro semestre de 2014, explicada pelo Governo angolano com problemas de manutenção e roturas em alguns campos.

Angola é o segundo maior produtor de petróleo da África subsaariana, actividade que representa mais de 98% do total de exportações do país.

Contudo, devido à quebra na cotação internacional do petróleo, o peso do crude nas receitas fiscais angolanas deverá descer de 70%, em 2014, para 36,5%, este ano, o que levou o Governo a avançar para a revisão do actual Orçamento Geral do Estado.

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