Os deputados do Grupo Parlamentar da UNITA consideraram ser necessário que o Executivo Angolano esclareça os destinos dados às reservas internacionais líquidas, ao fundo do petróleo, bem como ao fundo soberano.

E sta posição foi manifestada durante a reunião de preparação da Sessão Plenária Extraordinária para a aprovação, na generalidade, do Orçamento Geral do Estado Rectificativo para 2015, tendo sublinhado que, durante muitos anos, foram anunciadas reservas internacionais líquidas e outros fundos resultantes dos excedentes da venda do barril do petróleo, em relação ao preço estipulado no OGE, cujo destino os angolanos desconhecem.

Os deputados da UNITA consideraram ainda, que o anúncio da crise económica pelo Presidente da República em finais de 2014, veio agitar o mercado, encarecendo mais a vida dos cidadão, com a consequente subida galopante da inflação, a atingir outra vez os dois dígitos.

Condenaram a tendência de endividamento cada vez maior, na proposta do Orçamento Rectificativo, a atingir o limiar dos 50%, bem como os poderes excessivos e indefinidos atribuídos ao titular do Poder Executivo, para mais ajustes e endividamentos.

Para os deputados da UNITA, o presente o Orçamento Rectificativo empobrece ainda mais o país e questionam a necessidade de tal procedimento, quando antes da baixa do preço do petróleo, Angola tinha a economia que, supostamente mais crescia na região da SADC, Comunidade de Desenvolvimento da África Austral.

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