A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), maior partido da oposição angolana, agendou o seu próximo congresso ordinário para os dias 3, 4 e 5 de Dezembro deste ano, com a eleição do seu presidente na agenda.

A convocatória foi hoje divulgada em Luanda pelo presidente da UNITA, Isaías Samakuva, depois de ter reunido o Comité Permanente da Comissão Política do partido, tendo garantido que o congresso “marcará o ponto de partida para os desafios que o futuro reserva”.

A agenda do evento prevê a eleição dos órgãos do XII congresso ordinário; a apresentação e discussão do Relatório da Comissão Política e Avaliação do Desempenho dos órgãos do partido no período de 2011 a 2015; reavaliação da linha Político-ideológica, Estratégica, Programa e Objectivos do partido; revisão dos Estatutos; aprovação de Resoluções, eleição do presidente da UNITA para o período de 2015- 2019, eleição da Comissão Política da UNITA para o período 2015-2019.

“O congresso da UNITA é um evento da UNITA, mas desta vez nós queremos que este congresso seja um evento que seja participado não só por delegados, por militantes, mas também por amigos, simpatizantes e até pela sociedade do país”, frisou Samakuva, em conferência de imprensa.

Segundo o político, esta participação será feita com base no regulamento a ser publicado em breve, para que “mesmo aqueles que não sejam da UNITA contribuam com as suas ideias, opiniões, para engrandecer a UNITA, que é um património nacional”.

“A UNITA está a pronta a receber sugestões da sociedade angolana que a possam fortalecer, que a possam tornar mais útil e mais próxima da sociedade angolana”, frisou.

Uma comissão coordenadora, liderada pelo vice-presidente do partido, vai orientar o congresso, coadjuvada por subcomissões, uma delas que se encarregará da recolha dos subsídios que virão da sociedade angolana.

“Queremos desde já manifestar a nossa disponibilidade e a nossa vontade de ver os angolanos a participar neste evento”, reiterou.

Outro aspecto que marcará o conclave é a observação externa, para garantir transparência.

“Vamos exercitar a democracia que temos tentado exercitar ao longo dos anos, mas desta vez com a participação de uma observação que poderá acompanhar este processo até que ele seja concluído”, sublinhou Isaías Samakuva.

Relativamente à sua recandidatura, Isaías Samakuva adiantou que quando chegar a altura manifestará a sua intenção.

“Penso que temos tempo para ver o que vai acontecer durante esses meses todos e na altura quando for o momento saberemos o que vai acontecer”, disse.

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