Pelo menos 64 mortos é o balanço provisório de fortes chuvas que caíram na noite passada sobre o município do Lobito, segundo anunciaram as autoridades locais.

D e acordo com o governador em exercício da província de Benguela, Vítor Moita, a chuva que começou por volta das 21 horas de quarta-feira, matou 35 crianças e 29 adultos, no município do Lobito.

Vítor Moita informou ainda que também em Benguela uma pessoa morreu em consequência da chuva e igual número no município de Caimbambo, o que perfaz um total de 64 mortos devido às fortes enxurradas.

O responsável adiantou que continuam as operações no terreno para o levantamento dos estragos, o que já permitiu o registo da destruição de 28 residências.

O governante referiu ainda que o incidente ocorreu numa zona de risco onde as populações construíram as suas residências, causando a tragédia.

Vítor Moita referiu que há mais de dez anos o governo provincial de Benguela leva a cabo um plano de retirada da população das zonas de risco para áreas de maior segurança.

“Este ano fizemos a entrega no Lobito de seis mil lotes em áreas seguras para a construção de casas”, disse o responsável em declarações à rádio estatal angolana.

Por sua vez, o Secretário de Estado para área de Protecção Civil e Bombeiros do Ministério do Interior de Angola, Eugénio Laborinho, disse que a situação está a ser acompanhada a nível central.

“Estamos a monitorizar à distância. Temos no nosso controlo 64 mortos, continua o balanço e há tendência a subir”, referiu o governante.

De acordo com Eugénio Laborinho, a intervenção ainda é local, mas foram já mobilizados meios alimentares e não alimentares para fazer face à situação.

“A comissão provincial já reuniu, já mobilizaram os parceiros, empresas privadas para a obtenção de basculantes, retroescavadoras para fazer a intervenção nas áreas e também o apoio psicossocial às famílias, o fornecimento de urnas e alimentação”, disse.

A partir de Luanda, a comissão nacional do serviço de protecção civil e bombeiros já mobilizou algumas toneladas de arroz, óleo, caixas de sardinha, toneladas de farinha de milho, feijão, 2.000 chapas, tendas, cobertores e quites de sobrevivência.

“Estamos a acompanhar a situação e estamos a preparar condições para um grupo técnico, chefiado por mim, para avançar para Benguela, para melhor verificar a situação e tomar medidas”, frisou Eugénio Laborinho.

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