O concurso para documentários e filmes de ficção criado no espaço da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) é uma “oportunidade ímpar” para divulgar “uma nova imagem da Guiné-Bissau”, disse hoje o ministro da Comunicação Social guineense.

A gnelo Regalla falava durante a apresentação da iniciativa DocTV e FicTV no Palácio do Governo, em Bissau, incentivando os produtores de audiovisual guineenses a criarem conteúdos.

“É um programa que visa não só o estímulo do intercâmbio cultural entre os povos que compõem a grande família da lusofonia, mas também propiciar a troca entre criadores do audiovisual”, afirmou.

Para o embaixador de Portugal na Guiné-Bissau, António Leão Rocha, o país tem nesta iniciativa um canal para dar a conhecer “uma nova realidade”.

“Trata-se de (um projecto) de divulgar a Guiné-Bissau, quer no âmbito do documentário, como da ficção (…) que mostre uma nova Guiné-Bissau, uma nova realidade, uma Guiné positiva”, defendeu o diplomata português.

Leão Rocha considerou importante a possibilidade de criadores guineenses terem “um palco maior, que é a CPLP” para mostrarem o seu talento.

Aberto a projectos de criadores que não se expressam totalmente em português, o diplomata reforça, no entanto, que a língua deve ser tida como “a identidade comum” dos cidadãos lusófonos.

O ministro da Comunicação Social guineense, por sua vez, vê na iniciativa DocTV e FicTV “oportunidades para alavancar a cooperação” entre cidadãos de um espaço que alberga cerca de 250 milhões de pessoas espalhadas por cinco continentes.

“É também uma oportunidade para a difusão do audiovisual do espaço CPLP no mercado mundial”, indicou Agnelo Regalla, perspectivando a abertura destes países para o conhecimento das realidades económicas, políticas e sociais dos nove países da comunidade lusófona.

Os criadores do audiovisual do espaço CPLP podem concorrer com projectos em documentários ou filmes de ficção, sendo que têm até Outubro para apresentarem as suas propostas no comité nacional de cada país.

Em cada país serão seleccionadas as melhores propostas para cada género, sendo o género documentário financiado com 50 mil euros e a ficção com 40 mil euros pelo secretariado da CPLP.

Os filmes vencedores de cada país serão exibidos nas televisões públicas de todos os estados da comunidade lusófona.

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