O embaixador angolano na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Luís de Almeida, acusou hoje a imprensa portuguesa de “alarmismo” em relação à crise do petróleo em Angola, e apelou para se evitar que haja “retornados económicos”.

“P edimos que os nossos amigos portugueses, sobretudo a imprensa, deixem de dar este alarmismo à situação que se vive em Angola”, disse durante um encontro da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA).

Falando na cerimónia de celebração do 50º aniversário do encerramento, pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE), da Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa, Luís de Almeida assegurou que a crise do petróleo em Angola é “uma situação superável”.

“O MPLA é um partido muito forte e tem raízes profundas na sociedade. Nós vamos ultrapassar essa situação que é difícil mas que não é insuperável”, reforçou.

Se dúvidas existissem, Luís de Almeida dissipou-as. De facto, o MPLA é Angola e Angola é o MPLA. Não é ao Governo que cabe resolver a questão mas, segundo o embaixador na CPLP, ao MPLA.

Tal com Ambrósio de Lemos dizia que a Polícia Nacional “é uma instituição do Governo e a polícia vai defender este Governo até às últimas consequências e muito especialmente o seu líder”. É isso mesmo. Tal como a Polícia Nacional de Angola não é uma instituição do país mas, isso sim, “uma instituição do Governo”, também é ao MPLA que cabe ser dono disto tudo.

Luís de Almeida apelou à manutenção do “espírito de solidariedade”, mentindo ao dizer que “a crise é para todos”, e acrescentando que é necessário “manter o espírito de solidariedade que existia desde aquela altura entre os angolanos e os outros povos africanos e os portugueses”, afirmou numa alusão à década de 40, quando foi criada a Casa dos Estudantes do Império.

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