O Governo francês sublinhou hoje que o desenvolvimento de África é uma das suas prioridades, dado o potencial que o continente apresenta para as empresas francesas, e reiterou o objectivo de duplicar em cinco anos as trocas bilaterais.

T udo o resto é de somenos importância. É, aliás, muito mais fácil e apelativo negociar com ditaduras do que com democracias. No caso de Angola, por exemplo, desde 1979 que se sabe que o Presidente da República, Presidente do partido maioritário e líder do Governo é sempre o mesmo. Seria uma chatice haver alternância no poder.

“África é uma prioridade para França”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Laurent Fabius, na abertura do Fórum Franco-Africano que está a decorrer em Paris, uma conferência organizada para dar seguimento à cimeira sobre segurança no continente africano, que o Presidente francês, François Hollande, convocou em Dezembro de 2013.

Laurent Fabius insistiu na vontade das autoridades francesas, sobretudo através das empresas, de se implicarem no desenvolvimento de África, cuja economia – lembrou – tem crescido a um ritmo de 5% ao ano, na última década.

O ministro das Finanças, Michel Sapin, destacou que África mudou a um ritmo muito mais rápido do que se imagina em França, por isso reiterou a ideia de que confia “no potencial de desenvolvimento (…) mas sobretudo [o Governo] acredita que França precisa de África”.

O responsável pela pasta da Economia, Emmanuel Macron, lamentou que França não esteja alinhada com o objectivo fixado por Hollande, há mais de um ano, de duplicar as trocas comerciais entre França e os países africanos.

Emmanuel Macron acrescentou que “a juventude” é uma prioridades do executivo francês no relacionamento com África. Todos os anos chegam ao mercado de trabalho do continente 20 milhões de jovens, o que constitui “uma oportunidade”, mas também um desafio por “ser necessário fornecer perspectivas”.

O ministro citou vários sectores nos quais a França quer liderar o desenvolvimento africano: infra-estruturas, energia e tecnologia e negócios digitais.

O presidente da confederação patronal francesa (Medef), Pierre Gattaz, afirmou ser necessário desenvolver o interesse dos jovens franceses por África, pois ainda “não se deram conta do potencial” do continente.

Pierre Gattaz acrescentou que África apresenta uma oportunidade de internacionalização das pequenas e médias empresas francesas, já que oferece uma boa escala de negócios.

Entre outros, participam neste encontro os presidentes do Senegal, Macky Sall, do Gabão, Ali Bongo, e da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, e do ministro das Finanças da Nigéria, Ngozi Okonjo-Iweala, bem como o primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada.

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