A CEAST veio a terreiro dizer, citemos de cor, “não se compreende que haja bispos que podem falar do governo e ninguém diz nada e quando um outro (o Apolónio) vem dizer o que de bem eles fizeram se diga que não o deveria fazer.”

Por António Setas

C antigas!. A Igreja, seja ela qual for, tem por missão propagar a palavra de um deus, designado com caixa alta nos textos de cada uma delas. Portanto, os padres, bispos e cardeais são os sucessores dos primeiros apóstolos que divulgaram a palavra do Deus cristão.

Agora, se eles saírem a público em manifestações de aderência a uma qualquer força temporal, política, obrigatoriamente saem do seu território e metem-se em lavras que não são as deles. Por quê?

Eu não tenho resposta, mas penso que é por dinheiro, ou para edulcorar a sua própria imagem, o que sempre trará algum dinheiro. Mais nada. Os bispos que reclamam justiça para os mais carentes angolanos não se metem em política, criticam decisões do Executivo ou de um dos seus mandatários, o padre Apolónio, não, porque ele é um dos muitos dinossauros do MPLA que resiste ao tempo, e como tal, para ele tudo o que é Éme faz é cor-de-rosa e eles lá vão avançado, edulcorando as asneiras que fazem nos tons da sua rosa. (Em tempos disse que a Igreja Católica em Angola “é laica”!:).

O infinito absurdo da burrice

F oi-nos dado a conhecer um caso curiosíssimo que ocorreu nesse magnífico pais que é o Paquistão, país magnífico, repetimos, mas ainda mergulhado nos usos e costumes da Idade Média europeia, ou talvez de um pouco antes desse tempo, também chamado Idade das Tenebras.

Um rapazote que se encontrava no meio de um grupo de pessoas que tinha organizado uma manifestação de protesto contra uma decisão das autoridades desse país e se encontrava em fase de briga aberta com forças policiais que se opunham à dita cuja, a certa altura, num gesto de pura imitação do que estavam a fazer os mais velhos, pegou numa pedrita e atirou-a contra o polícia que mais perto se encontrava dele.

Por isso, foi acusado de acto de rebeldia contra a segurança do Estado. Francamente, é mesmo muito exagerado, sobretudo que o rapazote em questão tem menos de um ano de idade, exactamente 9 meses de vida(!!!).

Não dá pra comentar… Mas aqui, propomos uma sanção para os homens do poder judiciário paquistanês que levaram a criança a tribunal: cortar-lhes os tomates de toda essa gente, ou esterilizar quimicamente esses arautos duma demência mental que tanto atinge os “escravizados mentais de civilizações retrógradas, como os mentecaptos cientistas de um mundo “up-to-date”, de ficção, que só pode existir nas suas pobres cabeças, mais podres ainda do que toda a podridão que eles próprios transmitem aos seus compatriotas.

Conto de fadas – O príncipe e as três fadas

Q ue nos perdoem os nossos queridos leitores, foi-nos impossível resistir ao “charme” de pureza sem igual desta linda lenda de fadas, que nos enviou Manuel Ferreira, assim como à gargalhada que se seguiu. Aqui vai ela.

«Certo dia, a professora pediu a toda a turma para inventar uma história sobre FADAS. Depois de todos os colegas lerem a sua composição, chega a vez do Carlinhos, que começa assim: «Vou contar a história das três fadas. Era uma vez uma prinçusa…

Nisto a professora interrompe: «É princesa que se diz e não prinçusa»! «Não, Sô pessora, nesta história é mesmo prinçusa».

E continua. «Era uma vez uma prinçusa, que vivia suzinha na turre do seu castalho e estava traste, muito traste por estar suzinha. Resolve então enviar um bilhuto a um prinçu que também vivia suzinho na turre do seu castalho. Escreveu muitos bilhutos até que um dia o prinçusu agarrou no seu cavalo e cavinhou, cavinhou, cavinhou pela florista até chegar ao castalho da prinsusa. Quando chegou à purta do castalho da prinçusa dá-lhe um pintapu e a purta çcai. Sobe a correr até à turre da prinsusa, arrebenta com a purta do quarto da prinsusa, ele olha para ela…, ela olha para ele…, ele olha para ela…e dá-lhe três fadas!!!»

A liberdade em Angola

E sta liberdade que ainda nos é dada de desligar o rádio, de mandar para o “Carvalho” que o fedeu (irmão do “Pacheco”) o sinal da Televisão, a capacidade e o direito que ainda nos assiste de embrulhar impunemente peixe no Jornal de Angola, tudo isso temos que aproveitar pois certamente vai acabar.

Dentro de pouco tempo seremos multados por fazer xixi fora do penico e por descarregar o nosso bronze malcheiroso a contratempo ou em contramão, por espirrar sem pedir licença e por falar sem pedir perdão. Estamos de facto a precisar com urgência da eliminação de mais de metade da humanidade… Vamu fázé kumentão? Quem tiver um plano que o divulgue…

Se juntarmos a tudo isto a tremenda ameaça de o neo-Nazismo vir a conquistar a Europa, que depois disso essa esplendorosa parcela do planeta quererá conquistar o mundo, que a Rússia vai continuar a fazer manguitos aos Estados Unidos, numa de banga de hegemonia induzida por Putin, e que a China, não se ralando com nada disso, vai continuar a chupar tudo quanto seja bens do resto do mundo para impor dentro de um século, na melhor e, ao mesmo tempo pior das hipóteses, a sua hegemonia ao mundo inteiro, o melhor é aderir a uma seita religiosa.

Aproveitem, resta-nos, por enquanto, a liberdade de desligar o rádio e de mandar para o “Carvalho” que o fedeu (irmão do “Pacheco”) o sinal da televisão. Façam isso, e saibam que, quanto mais desligarem mais conscientes da realidade vão ficar. Desliguem só!

Iate de Isabel é uma bofetada à pobreza

E ste iate parece-se com um outro que eu vi em fotografia numa revista, já há muito tempo, mais de um ano creio eu, assegurando o jornalista autor do artigo que o navio (coisa assim não é barco) era pertença da filha do presidente de Angola, Isabel dos Santos.

Não penso que isso seja um mal em si, na medida em que essa senhora tem dinheiro para comprar mais de uma centena de embarcações iguais a esta. O verdadeiro crime é obra dos sistemas de governação política que permitem ser possível tão gigantesca acumulação de dinheiro em uma só pessoa. Por outro lado, navios como este para uso individual, luxuosíssimos, podendo embarcar mais de cem pessoas e apetrechados com atributos tecnológicos de última geração e equipamentos ultra-sofisticados, já nos foram apresentados há mais de 40 anos, por exemplo, nos primeiros e seguintes filmes de James Bond.

Portanto, nesta queda para uma tragédia mundial fabricada cientemente pelo fosso cada vez mais profundo entre riqueza e pobreza, sendo este último o principal causador de sofrimento, fome, morte e embriões de revolta, assim como duma espécie de vertigem que incapacita a visão correcta da realidade aos detentores do poder político e económico, passe o pleonasmo, já é caso para afirmar que existirem navios destes se pode perfeitamente integrar numa nova normalidade.

Arreganho póstumo de Saramago

E sta aqui a seguir chegou-nos em directa linha de Portugal onde o clima é por demais incerto e o que se avizinha se parece muito com uma daquelas borrascas que ficará na história pior do que a “História Trágico-marítima” desse esplendoroso povo.

Com a “casa” penhorada, os patrões vão agora privatizar tudo o que têm de mais rentável para pagar o kilape, ao que, retrospectivamente se adapta como luva na mão um escrito que o falecido José Saramago, Prémio Nobel de Literatura, escreveu num dos seus intimistas “Cadernos de Lanzarote e aqui vai ele, inteirinho, qual peixe vendido ao preço a que foi comprado:

«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo… e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos».

O “Niet” angolano ao Islão

C reio que a ministra da Cultura confundiu combate às seitas religiosas com combate a uma das religiões dos Livros, como são consideradas as três religiões mestras não asiáticas, referidas nos dois livros sagrados, a Bíblia e o Alcorão, sustentáculos do Cristianismo, Judaísmo e Islamismo.

O que ela não se farta de explicar é que, na sua opinião, a proliferação das seitas é terrivelmente nociva ao acervo cultural de Angola, perturba a vida dos angolanos e desvia-os dos seus usos e costumes, numa palavra, não se coaduna com a sua maneira de ser nem de estar na vida. Entretanto fica-se sem saber a que tipo de angolanos é que a Dr.ª Rosa Cruz e Silva se refere.

Temos que receber da sua lavra, escrita ou falada, uma boa explicação, pois não estamos em crer que o seu raciocínio seja o de uma intelectual, nos parecendo ele ser muito mais o de uma integrista que se está a aventurar numa cruzada anti-Islão, contrariando assim a liberdade de religião consagrada na Constituição.

Além disso, a sua explicação referente às seitas a propósito da incompatibilidade entre elas e as características dos angolanos, peca por ser tendenciosa. Porque, das duas uma, ou ela se refere aos bantus animistas, ou aos que abraçaram o cristianismo e as suas mais de mil variantes que oficiam em Angola.

Se ela se refere aos animistas, muito mais que o Islão, que permite a poligamia, veio a religião católica perturbar profundamente os seus acervos, cultural e religioso; se, pelo contrário, ela se refere aos bantus cristãos, então aí trata-se realmente daquilo a que já aludimos, Rosa Cruz e Silva partiu à toa para uma cruzada anti-islamismo. Desejamos-lhe boa viagem e uma boa saída da salgalhada em que se vai meter. Provavelmente a correr…

Nisto, um conselho aos cristãos Angolanos (da parte duma conhecida comentadora facebookiana): «No lugar de celebrar a decisão arbitrária e ilegal das autoridades de proibir os Muçulmanos de praticar a sua fé, deveriam preocupar-se, sim, preocupem-se! Ponham as vossas barbas (e perucas) de molho. Porque quando não houver mais nenhum grupo para perseguir, adivinhem quem serão os próximos!!?… Vergonha!… O Luvualu da TPA por exemplo, só cometeu gafes atrás de gafes e provocou gargalhadas dignas dos Tunezas. Até uma simples caloira como eu percebeu que aquele analista pertence a um “Comité de Especialidade…”

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