PORTUGAL. O ministro da Administração Interna de Portugal anunciou, este domingo, a sua demissão. O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, já aceitou o pedido. Miguel Macedo explicou que, apesar de “não ter qualquer responsabilidade pessoal” no caso dos “vistos gold”, entendeu que não tinha condições políticas para continuar no cargo.

Miguel Macedo disse: “Não desconheço que no plano político as coisas são de natureza diferente. O ministro da Administração Interna, pelas funções que exerce tem de ter sempre uma forte autoridade pelo exercício pleno e eficaz”, das suas funções. Ou seja, “o ministro não pode nunca ter a sua autoridade diminuído”.

A demissão surge três dias depois de, na quinta-feira, a Polícia Judiciária ter detido 11 pessoas suspeitas de corrupção, branqueamento de capitais, tráfico de influência e peculato, relacionados com a atribuição de vistos gold.

Nesta operação foi detido o director nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Manuel Jarmela Palos, a secretária-geral do Ministério da Justiça, Maria Antónia Anes, e o presidente do Instituto dos Registos e Notariado, António Figueiredo, de acordo com fontes do SEF e do Ministério da Justiça.

No âmbito da chamada “Operação Labirinto”, até ao momento, foram ouvidos seis dos 11 detidos, pelo juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal, entre as quais o director do SEF, dois funcionários do IRN e três cidadãos chineses, estando a decorrer a audição de em empresário português, segundo próximas do processo.

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