As Repúblicas de Angola e do Vietnam assinaram, em Hanói, um acordo de cooperação no domínio da ordem e segurança pública. Fica a dúvida se, para Angola, não seria mais aconselhável um acordo similar com a Coreia… do Norte.

Ainformação sobre o acordo com o Vietnam foi prestada à Angop pelo ministro do Interior, Ângelo de Barros Veiga Tavares (foto), que regressou daquele país, depois de cumprir uma visita oficial de três dias, a convite do seu homólogo vietnamita, general Tran Dai Quang.

Segundo o ministro do Interior, durante as conversações oficiais foram igualmente definidas algumas acções para a materialização do acordo, nos próximos tempos, a nível dos principais órgãos executivos centrais.

Para Ângelo Veiga, a visita ao Vietnam foi “extremamente importante” porque abriu caminhos para uma cooperação estreita a nível da segurança pública e, particularmente, ao combate aos crimes transnacionais.

“A implementação do acordo ora assinado começa já a ser trabalhada na perspectiva dos órgãos executivos centrais, nomeadamente a Polícia Nacional, Serviços Prisionais e o Serviço de Migração e Estrangeiros, de modo a cumprir com alguns passos para efectiva concretização dos mesmos”, disse o ministro.

O governante disse ser já considerável a comunidade vietnamita em Angola, daí a importância dos dois países no controlo e troca reciproca de informações na perspectiva de defender os interesses dos dois Estados.

Durante a sua estada no Vietnam, o governante foi recebido em audiência pelo presidente daquele país, Truong Tan Sang.

Integraram a delegação angolana o comandante-geral da Polícia Nacional, comissário-geral Ambrósio de Lemos Freire dos Santos, e o director Nacional do Serviço de Migração e Estrangeiros, entre outros responsáveis.

Quanto à democracia liderada por Kim Jong-un, recorde-se que a Coreia do Norte pretende exportar bens e serviços para Angola, de acordo com o que em Maio foi estabelecido durante a visita do vice-ministro do Comércio daquele país asiático, Ri Myong San, a Luanda.

O governante norte-coreano manteve na altura contactos com os representantes do Governo de Angola para as áreas da Cooperação, Saúde, Águas, Tecnologias da Informação, Comércio e Agricultura.

A exportação de brinquedos, plásticos, material informático ou artigos de confecção foi uma das possibilidades discutidas, neste caso com o secretário de Estado para o Comércio Externo, Alexandre David de Sousa Costa. A revisão do acordo comercial entre os dois países, datado de 1980, foi também analisada pelas duas delegações.

A delegação em representação do regime de Kim Jong-un apresentou igualmente propostas de investimento no sector do abastecimento de água potável, as quais serão estudadas por uma comissão técnica bilateral, informou por sua vez o secretário de Estado das Águas, Luís Filipe da Silva.

“A delegação norte-coreana quer participar nos projectos do executivo usando tecnologias sem componentes químicos de desinfecção. Por isso vamos iniciar um programa de cooperação”, explicou o governante angolano.

A exportação norte-coreana para Angola poderá passar igualmente pelos sectores da engenharia de informação e comunicação, assim como por sistemas de telemedicina e de teleducação.

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