Vinte milhões de euros foram disponibilizados este ano pela União Europeia (UE) em apoio a projectos de desminagem em 11 províncias do país, numa iniciativa que visa melhorar a livre circulação de pessoas e bens.

O facto foi dado a conhecer hoje, na vila do Bailundo, 75 quilómetros a norte da cidade do Huambo, pela responsável da Comissão Nacional Intersectorial de Desminagem e Assistências Humanitárias (CNIDAH), Rita Botelho Jesus Riba, durante o lançamento do projecto de desminagem no município do Bailundo.

Informou ainda que o montante está a ser aplicado nas províncias do Huambo, Benguela, Bié, Cunene, Cuando Cubango, Cuanza Sul e Malanje, Uíje, Zaire, Moxico e Cuanza Norte, incluídas no 10º fundo europeu de desenvolvimento.

Rita Riba explicou que, dos 20 milhões disponibilizados pela UE, 16 milhões serão empregues para o processo de desminagem e quatro para a assistência técnica, auditoria e avaliação.

Disse igualmente que nove organizações não-governamentais, sendo quatro nacionais e cinco estrangeiras, seleccionadas mediante a realização de um concurso público, irão ocupar-se das acções de desminagem.

A responsável anunciou que a província do Huambo vai beneficiar de um milhão e 624 mil euros para apoiar as operações de desminagem, a serem executadas pela organização não-governamental APACOMINAS (Associação de Profissionais Angolanos de Acção contra Minas), nos municípios do Bailundo, Huambo, Chicala-Chlohanga, Ucuma e Ecunha.

Realçou que a extensão do pacote, conhecido por adenda 2 do 10º Fundo Europeu de Desenvolvimento, foi uma intervenção directa da CNIDAH junto dos órgão do Executivo e da União Europeia, que mostra compromisso que o Estado angolano tem para o cumprimento atempado dos seus compromissos nacionais e, sobretudo internacionais, no âmbito da convenção de Ottawa.

Assumiu que o caminho para a eliminação completa de minas, e dos seus riscos é ainda longo, mas com o esforço e dedicação de toda a comunidade de acção contra minas será resolvido num espeço de tempo razoável.

“Angola, pela sua especificidade, nomeadamente a longevidade do conflito, o tipo e a estratégia de desminagem usada e o clima, requer um conjunto de acções diferenciadas, quando se compara com outros países que possuem outras particularidades, facto que nem sempre tem sido bem entendido pela comunidade internacional”, destacou.

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