A Directora Adjunta da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Maria Helena Semedo, reconheceu hoje, quinta-feira, em Luanda, o contributo de Angola nas acções que visam o combate à fome e erradicação da pobreza.

De acordo com a responsável, que falava depois da audiência com o ministro da Agricultura, Afonso Pedro Canga, Angola foi dos primeiros países do continente que contribuiu com mil milhões de Kwanzas (USD 10 milhões), para o fundo Fiduciário Africano de Solidariedade, de apoio aos países africanos no combate à fome e à pobreza.

Maria Helena Semedo disse que o contributo de Angola e de outros países membros do continente tem permitido à FAO apoiar e desenvolver vários projectos de extrema importância a nível do continente africano.

O encontro, segundo Maria Helena Semedo, permitiu para informar o ministro angolano da necessidade de se trabalhar nas estatísticas agrícolas, para permitir uma tomada de decisão sustentada e reforço da estrutura de pesquisa e extensão rural.

Maria Helena Semedo informou o ministro angolano que a FAO aprovou um projecto avaliado em dois bilhões de dólares norte-americanos para apoiar os países africanos que estão seriamente afectados com o flagelo da Ébola, para a melhoria da segurança alimentar das suas populações.

“Este financiamento vai permitir melhorar a qualidade da segurança alimentar e nutricional dos países membros que têm sido afectados”, referiu.

Quanto aos programas do executivo angolano que visam o combate à fome e pobreza, disse que o estado angolano se tem empenhado para cumprir com as metas que visam a erradicação da má nutrição da população e conseguiu reduzir a taxa de desnutrição de 78% em 1990-92 para 18 % em 2014.

Considerou ainda que Angola deve melhorar o acesso ao crédito, seguro agrícola, acesso a pesquisa agrícola e extensão agrária, para que o país possa atingir a meta global que é “Uma Angola sem fome”.

Para o ministro da Agricultura, Afonso Pedro Canga, Angola tem recebido apoio da FAO na formulação de projectos, políticas públicas sobre alimentação e exportação, entre outros programas de cooperação.

Partilhe este Artigo