O primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, anunciou em Nova Iorque, que Timor-Leste vai doar um milhão de dólares para ajudar os países da África Ocidental, membros do G7+, a combater o vírus do Ébola.

O anúncio foi feito num discurso proferido na reunião de alto nível sobre paz e instituições capazes como objectivos autónomos na agenda de desenvolvimento pós-2015.

“Quero dizer aqui que Timor-Leste irá contribuir com um milhão de dólares (cerca de 779 mil euros) para ajudar as nações da África Ocidental, membros do g7+, a lidar com a crise do Ébola”, afirmou Xanana Gusmão, que se encontra em Nova Iorque para participar na 69ª Assembleia-geral da ONU.

Segundo o primeiro-ministro timorense, a crise do Ébola deixa “bem clara a necessidade vital de haver instituições capazes para lidar com um fenómeno que se pode vir a tornar uma crise de saúde global”.

Segundo o mais recente balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS), a febre hemorrágica Ébola já causou a morte a 2.811 pessoas na África Ocidental, em 5.864 casos registados.

Os três países mais afectados pela doença são a Libéria, Guiné-Conacri e Serra Leoa.

A actual epidemia de Ébola, a mais grave desde a identificação do vírus em 1976, teve origem na Guiné-Conacri no final de Dezembro de 2013.

O G7+ é uma organização voluntária de 20 países que são ou foram afectados por conflitos e que agora estão em fase de transição para um estágio de desenvolvimento.

O principal objectivo daquela organização é partilhar experiências para defender reformas na forma como a comunidade internacional se envolve nos estados afectados por conflitos.

São Estados-membros do G7+ Timor-Leste, Guiné-Bissau, Afeganistão, Burundi, República Centro Africana, Chade, Comoro, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Guiné-Conacri, Haiti, Libéria, Papua Nova Guiné, São Tomé e Príncipe, Serra Leoa, ilhas Salomão, Somália, Sudão do Sul, Togo e Iémen.

Partilhe este Artigo