O secretário-geral do PS, António José Seguro, anunciou a sua demissão da liderança na sequência dos resultados das eleições primárias e felicitou António Costa pelo triunfo neste acto eleitoral.

Por: Orlando Castro

“Se entre eles foi o que se viu, o que serão capazes de fazer ao país caso viessem a ser governo”. Esta será a pedra basilar da actuação eleitoral do PSD, vocacionada sobretudo para o eleitorado móvel que, ao centro do espectro político português, vota ou PS ou PSD e que, como habitualmente, é quem decide quem ganha.

Depois de ter jurado a pés juntos que seria presidente da Câmara Municipal de Lisboa até ao fim do mandato, António Costa deu o dito por não dito, apunhalou (pelas costas) o líder do partido, que por sinal vencera as eleições autárquicas e europeias, e fez-se agora chefe do partido.

É claro que – apesar de por tradição ter a memória curta – os portugueses não vão esquecer tudo isto e para recompensar António Costa vão dar a vitória nas legislativas de 2015 a… Pedro Passos Coelho.

António Costa, o socrático sipaio dito socialista desde que nasceu, diz: “Não tenho nenhum problema pessoal com Seguro”. Pois. Se é assim não tendo nenhum problema pessoal, o que seria se tivesse. Se calhar em vez de o apunhalar pelas costas mandava-lhe um presente armadilhado.

Em confronto estiveram duas escolas socialistas. A de José Sócrates, bem acompanhada por toda a brigada do reumático (Mário Soares, Almeida Santos, Manuel Alegre etc.), e a de António Guterres. Venceu a afecta ao ex-primeiro-ministro socialista.

Satisfeitos estão uma séria de políticos menores que, como sempre, gravitam na babugem que sempre rodeia os chefes de posto. Como provavelmente não haverá tachos para todos, ainda os vamos ver a dizer cobras e lagartos de António Costa.

 

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