A NATO testemunhou a entrada de colunas militares com equipamento e tropas de combate russas no leste da Ucrânia nos últimos dois dias. Por sua vez, o ministro da Defesa ucraniano, Stepan Poltorak, afirmou hoje que as Forças Armadas ucranianas estão a preparar-se para acções de combate, face à “actividade acrescida” da Rússia e dos separatistas pró-russos no leste do país.

Ao longo dos “últimos dois dias vimos o mesmo que a OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) tem estado a reportar. Vimos colunas de equipamento russo, sobretudo tanques russos, artilharia russa, sistemas de defesa aérea russos e tropas de combate russas a entrarem na Ucrânia”, disse o general norte-americano Philip Breedlove à imprensa em Sófia (Bulgária).

“Não temos certeza, neste momento, de quantas são. Estamos de acordo que são múltiplas colunas”, acrescentou.

Observadores da OSCE afirmaram na terça-feira ter visto uma coluna de 43 camiões militares sem identificação a caminho do bastião separatista pró-russo de Donetsk, no leste da Ucrânia.

“O que mais me preocupa é que temos agora uma situação em que a antiga fronteira internacional entre a Ucrânia e a Rússia é completamente permeável, está completamente aberta”, disse Philip Breedlove.

“Forças, dinheiro, apoio, abastecimentos e armas fluem para um lado e para o outro desta fronteira completamente à vontade e isso não é bom”, acrescentou.

Entretanto, o ministro da Defesa ucraniano, Stepan Poltorak, afirmou hoje que as Forças Armadas ucranianas estão a preparar-se para ações de combate, face à “atividade acrescida” da Rússia e dos separatistas pró-russos no leste do país.

“Observamos um reforço da parte dos grupos terroristas (forma como o governo ucraniano designa os separatistas pró-russos do leste) e também da parte da Rússia. Observamos os seus movimentos, sabemos onde estão e esperamos acções imprevisíveis da parte deles”, disse Stepan Poltorak durante uma reunião do Conselho de Ministros ucraniano.

“A nossa tarefa principal é prepararmo-nos para operações de combate. Estamos a fazer isso, estamos a preparar as nossas reservas”, acrescentou. Segundo o ministro, a zona de conflito está, de momento, “complicada mas estável”.

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