A tecnológica portuguesa ROFF prevê atingir uma facturação de 56 milhões de euros este ano, mais 11% do que em 2013, e espera abrir em breve escritórios na Costa do Marfim e Moçambique, disse hoje o presidente executivo em declarações à Lusa, salientando que “Angola é um importante mercado”.

AROFF inaugura hoje as novas instalações do ‘Global Support Center’ (centro de suporte global), que vai prestar suporte aplicacional a contratos de grande dimensão, entre os quais os dos clientes EDP e da multinacional suíça Givaudan, numa cerimónia que conta com a presença do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

“Neste momento temos uma base instalada de uma centena de recursos dedicados, que prestam, remotamente, apoio na manutenção e evolução aplicacional a cerca de 25 países além de Portugal”, explicou o presidente executivo, Francisco Febrero (foto).

A tecnológica portuguesa desenvolve projectos de consultoria “em todos os domínios tecnológicos de suporte ao negócio empresarial”, disse, adiantando que a empresa “é líder de mercado” na aplicação de soluções SAP em Portugal, tendo também uma parceria “muito forte” com a SAP África, “quer em Angola, quer nos países da África francófona”.

No ano passado, a ROFF registou um volume de negócios superior a 50,2 milhões de euros, o que representou um aumento de 10% face a 2013.

“Em 2014 prevemos alcançar os 56 milhões de facturação”, disse Francisco Febrero, acrescentando que para 2015 a expectativa é “atingir os 62 milhões de euros”.

Questionado sobre o peso no mercado internacional, o presidente executivo adiantou que no ano passado “as exportações representaram cerca de 25 milhões de euros, 50% do volume total de negócios”, tendência que “deverá manter-se” em 2014.

Angola é um importante mercado para a ROFF, tal como a Europa, que “tem um peso bastante significativo” na facturação, como são os casos da Suíça, Noruega e Reino Unido.

Questionado sobre que os mercados da América do Sul são opção, Francisco Febrero lembrou que em 2012 a ROFF abriu uma subsidiária no Brasil, tendo uma filial em São Paulo para servir clientes como o Grupo Camargo Corrêa ou os Estaleiros do Atlântico Sul.

A ROFF Brasil abre “novas oportunidades de negócio nos restantes países da América Latina, especialmente Colômbia e Peru, onde já tem vindo a desenvolver projectos”, adiantou.

“Acreditamos no potencial dos nossos serviços e, a médio prazo, esta geografia será responsável por um contributo significativo na facturação global” da empresa, considerou.

O mercado africano é outra das apostas da tecnológica, que além das duas filiais que tem em Luanda e Casablanca, espera “abrir outras sucursais noutros países africanos”, sendo que “Costa do Marfim deverá ser a próxima aposta”, uma vez que a empresa tem um conjunto de projectos significativos naquele mercado.

“O mercado internacional continua a impulsionar o crescimento da ROFF e as diversas filiais têm tido um papel fundamental. Neste sentido, prevemos a abertura de novos escritórios nos próximos anos. Através das localizações geográficas onde já nos encontramos estamos a estudar oportunidades em novos mercados, temos já prevista a abertura de novos escritórios na Costa do Marfim e Moçambique”, adiantou.

Actualmente com 833 colaboradores, a ROFF tem “vários processos de recrutamento em aberto”, para os quais já contratou 14 que serão admitidos no final do ano.

“Estamos a crescer de forma sustentada e, por isso, prevemos continuar a contratar consultores que se adeqúem ao perfil que pretendemos. Em 2014, já contratámos 230 novos colaboradores”, sublinhou Francisco Febrero.

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