Foram 120 os jovens que interpretaram e retrataram, no Kuito (Bié), o percurso histórico de Angola, desde a luta Armada de Libertação Nacional, passando pela morte do primeiro presidente António Agostinho Neto em 1979, permitindo a sucessão de José Eduardo dos Santos ao cargo de presidente da República de Angola.

Ocenário testemunhado por mais de 3 mil pessoas, foi promovido pelo Movimento Nacional Espontâneo, num o acto que serviu ainda para a exaltação e divulgação dos feitos do Presidente de República José Eduardo dos Santos, realizado sob o lema: “Angola o país da paz, democracia, fraternidade e da tolerância”.

No decurso da encenação que durou cerca de uma hora, os presentes puderam testemunhar o que o país viveu desde a independência de Angola (1975), morte do primeiro presidente António Agostinho Neto fundador da Nação, a 10 de Setembro de 1979.

Com este acontecimento, retrata a peça, sucede o Presidente da Republica José Eduardo dos Santos, em 20 de Setembro de 1979, que no seu discurso “ jura respeitar e fazer cumprir as leis que regem a vida nacional”.

Durante este percurso, segundo narrou a peça, a realização do acordo de paz (acordo de Bicesse) promovido por Durão Barroso em 1990, assinado por José Eduardo dos Santos e Jonas Savimbi em Maio de 1991.

Este acordo, estipulou que seriam realizadas as primeiras eleições livres e democráticas em Angola, supervisionadas pelas Nações Unidas que confirmaram a vitória de José Eduardo dos santos e do seu partido MPLA. Neste período, o país registava intensos combates entre as forças do governo (FAPLA) e as da UNITA (FALA) que por não aceitar a vitória do MPLA começa uma guerra que durou até o ano de 2002.

Em Fevereiro de 2002, segundo a demonstração da peça teatral surge uma nova perspectiva de paz com a assinatura de cessar-fogo no Luena (Moxico) pelo Governo do MPLA e os militares da UNITA, testemunhado pelo presidente da Republica, José Eduardo dos Santos.

Enquadrada das festividades do mês da independência de Angola (Novembro), testemunharam o evento, representes de partidos políticos, entidades eclesiásticas e tradicionais, oficiais das Forças Armadas, estudantes do ensino superior e médio, bem como sociedade civil.

Pelos vistos, no âmbito da permanente educação patriótica, tudo se resume ao MPLA e, a título decorativo, à UNITA. Aliás, para o MPLA ser o protagonista bom teria de haver o mau, ou seja a UNITA. De fora, provavelmente por não ser angolana – segundo a terminologia soviética do regime – fica a FNLA de Holden Roberto.

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