Angola, que este ano é vice-presidente, será em 2015 presidente do Processo Kimberley, sistema internacional de certificação de diamantes brutos. A garantia é dada pelo o ministro de Geologia e Minas, Francisco Queiroz.

Segundo o ministro, citado pela Angop, actualmente uma discussão sobre o modelo da gestão do Processo Kimberley está a acontecer, sendo que Angola tem muita experiência a compartilhar, pois foi o primeiro país a criar um sistema de certificação de origem de diamantes, que serviu de base para o Processo internacional.

Angola, que em 2013 extraiu mais de 9 milhões de quilates de diamantes brutos no valor de mais de 1 bilhão de dólares e exportou quase 12,5 milhões de quilates, ganhando mais de 2 bilhões de dólares, faz parte do Processo Kimberley desde 2003.

A criação do sistema internacional de certificação de diamantes brutos foi viabilizada em Dezembro de 2000 por uma resolução da Assembleia Geral da ONU e foi concluída em finais de 2002. O nome do sistema vem de uma cidade na África do Sul que recebeu, em Maio de 2000, uma conferência internacional de produtores de diamantes que quiseram por fim ao comércio de “diamantes de sangue”.

A Rússia e o Brasil também fazem parte do Processo Kimberley, ambos desde 2003. No entanto, no ano passado a República Centro-Africana, integrante do Processo desde 2006, foi proibida temporariamente de exportar e importar diamantes, devido ao conflito armado. A suspensão da Venezuela, em 2008, foi iniciativa do próprio país para evitar que “diamantes de sangue” se tornem mercadoria.

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