O jornal angolano “O Crime”, uma publicação recentemente criada especializado na divulgação de assuntos de natureza criminal, revela que o tráfico de droga em Angola é dominado por militares e polícias e não por altas patentes do Exército.

Este jornal, o primeiro do género no país, foi criado por um grupo de jornalista preocupado com a segurança pública e a delapidação do erário público. Preenchendo vazio que se verificava neste segmento do mediático mercado da comunicação social, juntando-se a outros títulos de especialidade, como o Semanário Económico, Jornal dos Desportos e Jornal de Letras.

O jornal é dirigido por Mariano Brás. “Mais do que um sonho, o jornal O Crime constitui, na verdade, mais uma frente na luta contra o crescente índice de criminalidade e outras acções que em nada abona o bem-estar dos angolanos e o desenvolvimento global de uma Angola que ser cada vez mais próspera”, explicou o jornalista.

Mariano Brás assegura que “até onde for possível, a nossa equipa vai colocar as suas impressões digitais nas cruzadas contra a criminalidade, ao lado, claro, dos ministérios do Interior e da Justiça, assim como de organizações que trabalham na promoção dos direitos humanos.”

O Jornal “O Crime” é um jornal de periodicidade quinzenal, numa primeira fase, que se dedicará ao jornalismo de investigação, com profundo sentido deontológico e alicerçado no rigor e na isenção. Afastando, garante o director, para bem longe os fantasmas da perseguição pessoal, do boato e da calúnia, dando primazia a notícias que tenham como atrelado o cruzamento e o contraditório.

“A nossa equipa vai respirar o ar do combate ao crime, assumindo-se como “agentes severos” para com os autores – morais e materiais – de assaltos, roubos, violações e outros delitos que preenchem o quotidiano da nossa ainda ‘desprotegida’ sociedade. Sem esquecer do tráfico de influência, do tráfico de droga, do crime de colarinho branco e dos assassinatos”, afirma Mariano Brás.

“Estamos cientes de que os riscos estão à espreita, mas reiteramos, convictos também de que as liberdades exigem responsabilização, que não haverá abrigo para os que se sentem acima da lei, gabando-se de uma impunidade cada vez mais enraizada entre nós. Não se trata de bicada ao(s) autor(es) do assassinato do colega Ricardo de Mello, que partiu há já 19 anos. Não, não se trata disso. Limitamo-nos, isto sim, a reassumir o compromisso com os ideais de um jornalismo que tem no horizonte a responsabilidade social”, disse.

Sobre quem está por detrás deste projecto, Mariano Brás diz que “O Crime é independente administrativa e financeiramente. Não pertence a nenhum grupo empresarial, partido político, associação, ONG e, muito menos ao Ministério do Interior ou a alguma figura deste organismo. Viemos para ficar, reconhecemos as dificuldades para manter o projecto, mas não desistimos convictos de que em nome do bem, Deus nos vai abençoar”.

O Folha 8, que há 19 anos dá literalmente o corpo às balas para dar voz a quem a não tem, deseja aos colegas de “O Crime” as maiores felicidades.

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