A Coreia do Norte teima, sem sucesso, em querer ser mais democrata do que Angola. Há, contudo, alguns pontos em que ultrapassa o regime de José Eduardo dos Santos.

U m exemplo disso é o facto de ter proibido, há três anos, que os seus cidadãos tenham o mesmo nome do dirigente do país, Kim Jong-un, para destacar o carácter único do “líder supremo”, revelou hoje a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

O regime totalitário, caracterizado pelo extremo culto à personalidade dos líderes da dinastia Kim, exigiu a todos os que chamem Kim Jong-un, que mudem de nome “voluntariamente”, segundo um decreto oficial emitido há três anos pelo Estado norte-coreano.

O documento, chamado “uma tarefa a completar”, data de 2011, antes da morte, em Dezembro desse ano, de Kim Jong-il, quando já estava determinado que seria o jovem Jong-un (nascido em 1983) que iria suceder ao seu pai, o “querido líder”, à frente da Coreia do Norte.

O governo também proibiu a todos os futuros pais que registem os seus bebés recém-nascidos com o nome Jong-un, mesmo quando o apelido não é Kim, segundo a agência sul-coreana.

Os norte-coreanos também têm também vetados, há décadas, os nomes de “Kim Jong Il” e “Kim Il-Sung”, este último fundador do país e avô do actual líder.

O apelido Kim é o mais frequente, tanto na Coreia do Norte como na Coreia do Sul, sendo usado por mais de 20% dos cidadãos.

Provavelmente será um exemplo a ser adoptado em Angola, para que se não confunda o também “querido líder”, ou “escolhido de Deus”, com o resto dos súbditos do reino. Essa coisa de haver muitos José Eduardo tem de acabar. E Santos também.

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