O Ministério da Educação angolano vai investir cerca de 16 milhões de euros na informatização de mais de 300 salas de aula em todo o país, segundo despacho presidencial, autorizando a aquisição.

O investimento, no valor de dois mil milhões de kwanzas (mais de 15,9 milhões de euros) é justificado no mesmo despacho, assinado pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, com a necessidade de fornecimento, instalação e informatização de 300 salas em escolas primárias.

O contrato abrange ainda a formação de professores a nível nacional, “visando a introdução e utilização das novas tecnologias de informação nas escolas primárias, reflectindo na melhoria da qualidade do ensino”, lê-se no mesmo documento.

Esta contratação, segundo a autorização presidencial de 23 de Setembro, será feita à empresa “Meu Kamba” – Companhia Nacional de Computadores e Sistemas de Informação, que desde 2012 trabalha com o Ministério da Educação angolano na distribuição de computadores portáteis especialmente desenvolvidos para alunos do ensino básico.

Recorde-se que, em Maio de 2012, a ministra do Ensino Superior e da Ciência e Tecnologia, Maria Cândida Teixeira, mostrava-se  satisfeita com a apresentação do projecto “Meu Kamba”, que visa a distribuição gratuita de computadores às crianças.

A governante, que na altura falava à imprensa na Primeira Feira Internacional das Tecnologias de Informação e Comunicação de Angola (AngoTic2012), fez saber que esta iniciativa iria fazer com que, quando as mesmas atingirem outros níveis, não vêem a informática como novidade.

“Sabemos que o mundo hoje move-se à volta das tecnologias de informação e orgulho-me ainda mais por ter muitas empresas angolanas a mostrarem o que se faz sobre tecnologia no país e com apresentação de produtos bastante inovadores”, disse.

De acordo com a governante, apesar de não ter produtos específicos para o ensino superior, saltou atenção o programa do governo denominado “Meu Kamba”, que visa a distribuição de computadores às crianças das escolas públicas, a partir dos cinco anos de idade.

Desta forma, acrescentou, de uma forma massiva se conseguirá praticar a inclusão digital a nível das crianças, porque quanto mais cedo elas tiverem contacto com as tecnologias terão bases para o desenvolvimento intelectual e ao mesmo tempo preparação para lidar com as tecnologias.

Por seu turno, o representante do consórcio “Meu Kamba”, Paulo Janeiro, disse que os computadores serão distribuídos às escolas de forma gratuita e contemplam software adaptados às crianças e aos conteúdos a eles dirigidos.

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