As Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) transportaram 340 mil passageiros durante o primeiro semestre do ano, um aumento de 14 por cento face ao período homólogo, anunciou a empresa estatal num comunicado.

O crescimento terá ficado em linha com o actual Plano Estratégico da companhia de bandeira moçambicana, que perspectiva uma expansão no volume de passageiros de 14% até 2018, segundo o administrador-delegado das LAM, Iacumba Ali Aiuba, que é citado na nota de imprensa.

“Há necessidade de sermos criativos na oferta de soluções e produtos inovadores que possam reverter a actual imagem da companhia e a percepção dos clientes relativamente à qualidade, ao preço dos serviços e dos produtos que oferecemos, bem como às opções de escolha para um mesmo destino, em horários diferentes”, afirmou Iacumba Ali Aiuba.

Durante o primeiro semestre, as LAM adquiriam uma aeronave Boeing 737-700, com capacidade para transportar 132 passageiros, que, segundo o portal de informação aeronáutica Newsavia.com, foi comprada através de um “sistema leasing a uma companhia latino-americana”, cujo contrato de três anos prevê prestações mensais de “pouco mais de 185 mil dólares”.

A aeronave terá sido adquirida para compensar a perda de um Embraer-190, em Novembro do último ano, provocada pelo despenhamento do avião de fabrico brasileiro na Namíbia, num acidente que vitimou todos os 33 ocupantes, entre os quais sete portugueses, e do qual ainda não se conhece o resultado final da investigação.

No comunicado de imprensa, as LAM adiantam ainda ter “consolidado os voos e as frequências”, além da “expansão da rede de voos no mercado regional, com o início dos voos para as Ilhas Mayotte, no âmbito da parceria com a Ewa Air”.

Em Maio, a companhia estatal moçambicana anunciou ter realizado um contrato de aquisição de três Boeing 737 de nova geração, que vão custar cerca de 225 milhões de dólares, e que deverão ser entregues pela multinacional norte-americana às LAM até 2017.

Além de um Boeing 737-700, as LAM operam actualmente mais 11 aeronaves, designadamente um Boeing 737-500, dois Embraer-190, três Bombardier Q400, dois Embraer-145 e três Embraer-120.

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