A Independência de Angola, proclamada a 11 de Novembro de 1975, permitiu ao povo expressar, preservar e exaltar a sua identidade cultural, bem como o reforçar o sentimento de unidade entre os angolanos.

A constatação é do director da Cultura na província do Huambo, Pedro Nambongue Chissanga, em declarações hoje, terça-feira, à Angop, para abordar os ganhos da conquista da independência.

Pedro Nambongue Chissanga afirmou que o sector da cultura na província, a exemplo de outras áreas, também tem beneficiado dos ganhos da liberdade, apontando como exemplo a construção do museu, de duas bibliotecas, sete salas de leituras e um centro cultural.

Ainda na senda dos ganhos do 11 de Novembro de 1975, o director da Cultura informou estarem em curso obras de construção de mais um centro cultural, que será o maior do país.

Realçou que o mesmo terá três grandes salas para cinema e teatro, duas salas de conferências, um espaço para apresentação de trabalhos de arte, literatura e música, duas salas para aulas de dança, duas para artes plásticas e artesanato e uma de exposições.

Nos últimos quatro anos, lembrou, a província tem sido brindada com conquistas, sendo duas vezes em primeiro lugar e uma em segundo no festival de música popular, além de ter vencido três vezes em categorias diferentes (música, teatro e dança) no prémio nacional de cultura e arte.

Estas conquistas, no entender de Pedro Nambongue Chissanga, foram possíveis graças ao alcance da independência no país, um acontecimento que também permitiu valorizar o património cultural imaterial desta região, como danças, mitos e cerimónias tradicionais que os colonialistas portugueses proibiam.

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