O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, vai pedir aos parceiros internacionais na 69ª Assembleia Geral das Nações Unidas que “acreditem nos novos desígnios da nação”, disse o líder do governo aos jornalistas em Bissau.

“Vamos pedir que nos dêem uma nova chance, que acreditem nos novos desígnios da nação”, referiu o primeiro-ministro.

O novo governo assumiu funções no início de Julho após as eleições gerais deste ano que puseram fim ao regime de transição que tomou o poder depois do golpe de Estado de Abril de 2012.

Em representação do país, Domingos Simões Pereira (foto) pretende consolidar o reatamento das relações diplomáticas com a comunidade internacional e garantir que há uma viragem no país rumo à estabilidade duradoura e desenvolvimento.

A comunidade internacional “precisa dar um sinal de confiança neste país e neste governo”, destacou.

“A Assembleia Geral das Nações Unidas é o maior palco do concerto das nações. Vamos encontrar os nossos parceiros, tanto multilaterais [no quadro de organizações internacionais] como bilaterais [os próprios países], e vamos fazer uma advocacia a favor do país”, explicou Domingos Simões Pereira.

Um apelo aos outros países “para que permitam realmente que o nosso programa seja implementado e possamos ir para a próxima mesa redonda numa condição de confiança”, referiu.

O fim das sanções à Guiné-Bissau e a apoio “às necessidades mais básicas” do país são dois pontos essenciais, acrescentou o líder do governo guineense.

Domingos Simões Pereira viaja acompanhado por uma comitiva que inclui, entre outros, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Mário Lopes da Rosa.

Para além do discurso em representação da Guiné-Bissau marcado para sexta-feira estão previstas outras actividades, entre as quais um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Rui Machete.

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