A embaixada dos Estados Unidos da América no Senegal e Guiné-Bissau entregou ajudas de 44 mil euros para três projectos de cariz social guineenses e reiterou apoio aos novos órgãos de soberania do país lusófono.

“Estas são ajudas simbólicas e é um sinal do nosso empenho em apoiar as autoridades de Bissau”, referiu Gregory Garland, novo responsável político para assuntos da Guiné-Bissau na embaixada norte-americana sediada em Dacar, Senegal.

No exercício das suas funções, aquele responsável vai passar a estar durante algumas semanas no escritório de ligação da embaixada dos EUA na capital guineense, informou fonte da equipa local.

Foi no escritório de Bissau que se realizou uma cerimónia pública de atribuição de apoios com a participação das entidades beneficiárias: Orfanato Lar Bethel, projeto de Água e Saneamento da Comunidade de Mansoncas e associação Voz di Paz de apoio à cidadania.

O orfanato recebeu um apoio de cerca de nove mil euros para a aquisição de mobiliário e equipamento e em Mansocas vai ser aplicada a mesma verba em redes de água, enquanto as ações em prol da cidadania vão beneficiar de cerca de 27 mil euros.

Questionado da cerimónia, Gregory Garland escusou-se a fazer comentários sobre a situação política da Guiné-Bissau, reiterando a mensagem de apoio às autoridades feita na última semana depois da substituição do chefe das Forças Armadas, António Indjai – que dirigiu o golpe de Estado de 2012.

“O novo governo eleito da Guiné-Bissau está a passar por um processo de restabelecimento de um estado de direito num país que há apenas dois anos sofreu um golpe militar. [O governo] tem feito progressos consideráveis”, referiu na altura a representação norte-americana em Dacar.

“Tencionamos continuar a trabalhar e a apoiar o novo governo da Guiné-Bissau à medida que constrói um estado de direito democrático”, acrescentou, ideia sublinhada também por Gregory Garland, após a cerimónia e já depois de se ter reunido com a ministra da Defesa guineense, Cadi Seidi.

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