O número de cidadãos estrangeiros expulsos de Angola por permanência ilegal no país subiu para mais de 1.400 na última semana, de acordo com dados disponibilizados pelo Serviço de Migração e Estrangeiros (SME).

Só entre 18 e 24 de Setembro, o SME expulsou de Angola 1.428 estrangeiros por via administrativa e 25 por via judicial, uma subida semanal de praticamente 450 expulsões.

Além disso, indicam os números oficiais do SME, estão contabilizados actualmente, através dos Centros de Detenção de Estrangeiros Ilegais, 563 cidadãos em situação irregular, que “aguardam a formalização das respectivas expulsões”, maioritariamente da República Democrática do Congo.

O SME recebeu ainda, na última semana, 3.474 pedidos para emissão de vistos, uma quebra superior a meio milhar face ao período anterior, tendo sido emitidos 543 vistos.

Aquele serviço confirmou há precisamente um mês que mais de 200 passaportes com vistos de trabalho alegadamente falsos foram apreendidos para investigação, por suspeita de emissão fraudulenta dos respectivos vistos, com Portugal a liderar uma lista de quinze nacionalidades.

Também países como Brasil, Moçambique, Nigéria, Líbano, Mauritânia, Egipto, China, Cuba, Ucrânia, Turquia, Jordânia, Macedónia, Costa de Marfim e Malaui figuram na lista das nacionalidades de cidadãos cujos passaportes foram apreendidos pelo SME.

De acordo com o SME, as empresas que contratam estes trabalhadores chegam a pagar a redes clandestinas, dentro e fora de Angola, 5.000 a 12.000 dólares (entre 3.700 e 9.100 euros) por cada visto falso. Oficialmente, o processo para obtenção de um visto de trabalho em Angola, a partir dos consulados do país, ronda os 400 dólares (300 euros).

Segundo o balanço mais recente do SME, ainda na semana 18 e 24 de Setembro, por infracções migratórias, foram sancionados com multas 87 cidadãos e 20 empresas.

Entraram em Angola, no mesmo período, 17.691 estrangeiros e saíram 8.681, num fluxo migratório que se reporta aos postos de fronteiras terrestres, fluviais, aéreos e marítimas.

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