O general Bento Kangamba, sobrinho de José Eduardo dos Santos, disse à VOA que “Portugal tem de melhorar o seu comportamento”. Isto porque, acrescenta, “os portugueses perseguem angolanos que têm dinheiro”. Assim fica tudo esclarecido.

Bento dos Santos Kangamba já se pronunciou em relação à acusação de que é alvo em Portugal, resultante de uma recente operação de busca a propriedades do general em Portugal. Foram-lhe apreendidos cerca de 10 milhões de dólares, em euros, e três imóveis avaliados em mais de 16 milhões de dólares.

A imprensa portuguesa dizia também que, para além das propriedades de Kangamba, foram efectuadas buscas ao advogado que tem representado o general em Lisboa.

Segundo a imprensa lusa a polícia francesa colaborou com a sua congénere em Portugal na recente operação de busca a propriedades do general.

Passado quase um mês, o general não negou, nem confirmou, se os bens apreendidos em Portugal são seus, mas disse à Voz da América que desde sempre foi uma personalidade com dinheiro, comprando o que quisesse e acrescentou também que os portugueses têm nos últimos tempos perseguido angolanos ricos.

“Você sabe que eu não sou português, eu sou angolano, o que se passa em Portugal é que estão a perseguir angolanos ricos”, disse acrescentando que é rico “há muito tempo”.

“Nunca menti que não tenho dinheiro, eu sou empresário e as pessoas sabem, posso estar no MPLA mas sou empresário, posso comprar casa bonita e posso comprar cama bonita”, frisou.

“O que está a passar em Portugal é que estão atrás dos angolanos, olha que não é só atrás dos empresários angolanos, estão também atrás dos cabo-verdianos, por que é que não andam atrás dos chineses e atrás dos russos? Portugal tem de melhorar o seu comportamento”, concluiu Kangamba.

De recordar que no ano passado, a imprensa noticiou que a polícia francesa havia apreendido milhões de euros em dois veículos provenientes de Portugal que se deslocavam para o Mónaco, onde o general estava instalado num conhecido casino dessa cidade.

Vários colaboradores de Kangamba foram então presos e a polícia francesa está a investigar o branqueamento de capitais.

Entretanto, em Angola, as autoridades judiciais dizem que nada sabem sobre as referidas investigações em Portugal.

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