O primeiro dia do mês de Outubro foi instituído, em 1991, pela Organização das Nações Unidas (ONU), como Dia Internacional do Idoso, com vista a uma reflexão, promoção e protecção dos seus direitos e dificuldades.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2000 havia 600 milhões de idosos no mundo, mas este número irá dobrar em 2025.

Em Angola, segundo  uma fonte do Ministério da Assistência e Reinserção Social, o  Governo controla e assiste em todo o país 226.597 pessoas idosas em situações de vulnerabilidade, sendo 123.761 mulheres e 102.836 homens, além de 14 lares de assistência que albergam um total de mil e 56 idosos.

De acordo com a fonte, a protecção e assistência social à pessoa idosa é um dever e obrigação de todos. Será?

Os idosos são entidades importantes que estão entre o passado, presente e o futuro, já que o seu saber, vivência e experiência constituem um vínculo vital para o desenvolvimento de qualquer sociedade.

Do ponto de vista oficial, que nada tem a ver com a prática, os idosos devem ocupar o lugar que merecem, porque é responsabilidade do governo proporcionar a oportunidade de continuar a ter uma vida activa, participando voluntariamente em actividades apropriadas às suas capacidades.

O envelhecimento continua a ser visto como uma condição de profunda degradação. Os idosos são infantilizados, desvalorizados e, muitas vezes, excluídos da sociedade.

À medida que a pirâmide do envelhecimento se transforma num rectângulo dever-se-á compreender que a faixa etária dos 65 aos 80 engloba um número cada vez maior de pessoas, cujas qualidades e competências se mantêm suficientemente activas para serem cidadãos tão válidos como quaisquer.

Os cuidados de saúde mental nesta faixa etária são extremamente negligenciados. De acordo com as estatísticas, os idosos sofrem menos perturbações psiquiátricas do que os outros adultos.

Para a ONU, os idosos estão divididos em três categorias: pré-idosos (entre 55 e 64 anos), os Idosos jovens (entre 65 e 79 anos ou 60 e 69 anos, para quem vive na Ásia e na região do Pacífico) e Idosos Avançados (com mais de 70 ou 80 anos).

A ONU considera que o envelhecimento populacional deveria representar um triunfo do desenvolvimento social e da saúde pública.

Nos países desenvolvidos, o desenvolvimento socioeconómico tem ocorrido com o envelhecimento populacional, enquanto nos em desenvolvimento o surgimento de novas tecnologias médicas, preventivas, de diagnóstico e curativas, com novos recursos terapêuticos, fornece meios para prevenir as mortes causadas pelas doenças na meia-idade e nos indivíduos que começam a envelhecer.

Assim sendo, profundas diferenças sociais ficam estabelecidas entre esses dois universos diferentes.

O processo de envelhecimento populacional iniciado nos países em desenvolvimento com um interregno de cerca de cem anos em relação à Europa, mostrará rápidas mudanças nessas nações, projectando um crescimento na população idosa entre 200% e 400% nos próximos 20 anos.

A Espanha será o país mais velho do mundo em 2050, com uma média de idade de 55 anos e quatro pessoas sexagenárias por cada criança, segundo dados das Nações Unidas.

O estudo da ONU indica que depois da Espanha estarão a Itália, Eslovénia e Áustria, com 54 anos de idade média em 2050. Outros dez países terão mais de 10% da população com mais de 80 anos.

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