A directora interina do Instituto Nacional de Sangue (INS), Eunice Manico, não tem dúvidas em dizer o que lhe mandam. Ou seja, que o Executivo de Eduardo dos Santos tem vindo a realizar esforços para melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

M esmo estando no poder desde 1979, o chefe do Governo ainda não teve tempo, presume-se, para implementar de facto programas que reflectiam as reais aspirações e necessidades do povo angolano.

Eunice Manico disse o que lhe mandaram na abertura do “1º encontro de Bancos de Sangue de Angola”, em representação do Ministro da Saúde, José Van-Dúnem, tendo sublinhado que o seu sector tem previsto um plano de revitalização tendente a melhorar as condições dos serviços do administrativos e técnicos e aumentar a capacidade de actuação do INS, junto da rede nacional de transfusão.

Diz ela que se pretende alcançar um maior nível na oferta regular e voluntária de sangue e aumentar o seu grau de segurança, baixando assim o nível e a dependência das doações familiares, bem como o acesso apropriado e a disponibilidade de sangue para todos aqueles que precisam.

Eunice Manico avançou ser necessária a criação de condições modernas e compatíveis com as atribuições do INS, sendo o órgão central de coordenação nacional com responsabilidades para organizar e orientar directamente os serviços de tutela orgânica e de formulação de políticas do ponto de vista normativo e técnico, bem como no estabelecimento de directrizes que “se acharem necessárias ao bom funcionamento do Sistema Nacional de Saúde e na profissionalização de todos os serviços técnicos transfusionais”.

Assim, os centros provinciais de sangue serão unidades orgânicas das Direcções Provinciais/Governos Provinciais, orientados e monitorizados metodologicamente pelo INS.

A responsável garantiu que os sistemas centralizados de colheita de sangue coordenados nacionalmente apresentam várias vantagens sobre os bancos de sangue.

Segundo diz, apesar dos avanços alcançados no controlo das doenças que podem ser transmitidas por transfusão, os riscos residuais permanecem e serão mais elevados onde as precárias condições de saúde da população se associarem a um deficiente programa de colheita, processamento (separação, testagem, armazenamento) e distribuição de sangue.

Afinal ainda há “precárias condições de saúde da população”? Há, é verdade, e não são poucas. Ainda hoje, por sinal, o porta-voz do comando provincial de Luanda do serviço de protecção civil e bombeiros, Faustino Minguenje, falou – a propósito das cheias em Luanda – das enormes quantidades de lixo que pululam por todos os cantos e esquinas da cidade que não constam dos roteiros presidenciais.

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