Agentes comunitários formados com o apoio da UNICEF já prestam informação sobre cuidados de saúde ao domicílio a mais de dez mil famílias da província da Huíla.

De acordo com informação da UNICEF, trata-se de um projecto-piloto de formação de agentes comunitários para “assistir e educar as famílias sobre os cuidados básicos de saúde” nos municípios de Caconda e Lubango, na Huíla.

Visa “reforçar a capacidade de resposta do sistema de saúde em prestar assistência de qualidade às crianças e suas famílias”, bem como “reduzir a mortalidade materna e infantil em Angola”.

“Foram formados 178 agentes comunitários de saúde e dotados de meios logísticos, equipamentos e insumos básicos necessários para assistir e educar as famílias sobre os cuidados básicos de saúde. Cada agente comunitário ocupa-se pelo acompanhamento e aconselhamento de 60 famílias, através de visitas domiciliares regulares”, explica a UNICEF.

O projecto está a ser executado em parceria com a Direcção Provincial de Saúde da Huíla, recorrendo ao financiamento da Maersk Drilling.

Durante as visitas, os agentes comunitários apoiam as famílias com “intervenções simples de saúde”. Nomeadamente com a distribuição de mosquiteiros, a promoção da lavagem das mãos com água e sabão ou do uso do soro de reidratação oral, além de estímulo às mulheres grávidas a frequentarem as consultas pré-natal e na promoção dos nascimentos nas unidades de saúde.

“Esta acção tem contribuído significativamente para o reforço dos conhecimentos das famílias sobre as medidas básicas de prevenção de doenças, identificação dos sinais de perigo das doenças mais comuns e encaminhamento para as unidades de saúde”, garante a UNICEF.

Os parceiros deste projecto estão a realizar uma “visita de constatação” à província da Huíla, até quinta-feira, com passagem pelos centros de saúde de referência, interacção com profissionais da saúde e populares nas comunidades e no acompanhamento da intervenção dos agentes comunitários.

O objectivo passa pela replicação deste projecto-piloto, em execução até 2016, pelo resto do país, como apoio à “consolidação e aperfeiçoamento” da Política Nacional de Agentes de Desenvolvimento Sanitário e Comunitário, em elaboração pelos ministérios da Saúde e da Administração do Território angolanos.

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