A Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN), da oposição, informou hoje que houve 413 detenções por razões políticas na ilha durante o mês de Outubro.

Esta organização detalhou, no seu último relatório mensal sobre a repressão em Cuba, que a quantidade de detenções em Outubro é semelhante à registada no mês anterior, quando recenseou 411 casos, número este que foi o mais baixo desde o início do ano.

A Comissão informou também que em Outubro houve 13 casos de agressões físicas, 65 situações de intimidação policial, 13 “actos de repúdio”, que se referem a manifestações de apoiantes do governo dirigidas a oposicionistas, e ainda oito ataques a residências de dissidentes.

Sempre com referência a Outubro, há ainda registo da condenação de nove oposicionistas entre dois a sete anos de prisão, vários dos quais filiados na ilegal União Patriótica de Cuba.

Os condenados são Ángel Remón Arzuaga, Alexander Otero, Jaquelin García, Johannes Arce, Yoelkis Rosabal, Ricardo Pelier, Ernesto Dufos, Carlos Manuel Figueroa e Santiago Montes de Oca.

Ao contrário, foram libertados dois presos políticos, Marcelino Abreu Bonora e Niorvis Rivera Guerra, que cumpriam penas até quatro anos de detenção.

A CCDHRN, liderada por Elizardo Sánchez, lamentou que o governo de Cuba “não tenha nenhum passo na direcção de aceitar e respeitar os padrões internacionais em matéria de direitos fundamentais”, apesar do “avanço” e da proximidade de nova ronda de diálogo com a União Europeia e da Cimeira das Américas, onde devem estar dirigentes de Cuba e dos EUA.

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