O ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Chikoti, garantiu hoje em Nova Iorque, onde representa o país na 69ª Sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU), que a CPLP “está longe” de ser uma comunidade económica.

Recorde-se que o ministro dos Negócios Estrangeiros português. Rui Machete, manteve conversas com os representantes dos países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), durante esta semana, sobre a necessidade de uma circulação de bens e pessoas mais flexível dentro da organização.

“Já existe uma circulação importante entre os países da CPLP, mas claro que são países distantes uns dos outros, com políticas diferentes de emigração”, explicou o ministro angolano, acrescentando que “a questão não é apenas política.”

Georges Chikoti acredita que “estas matérias não se estoiram num momento” e que há uma necessidade “de olhar para estes temas a longo prazo.”

“A CPLP não é uma comunidade económica, é um espaço linguístico, onde todas as pessoas se exprimem em português. Em função disso, temos facilitado alguma aproximação. Mas se queremos algo mais sofisticado, temos de trabalhar muito mais, olhar ao detalhe todas as políticas”, defendeu o representante angolano.

“Acho que, eventualmente, não acontecerá a curto prazo. Mas pode ser que se chegue lá, temos de trabalhar muito mais, estamos ainda longe”, concluiu o ministro.

Para Rui Machete, “há uma necessidade de pensar a reorganização da CPLP, dando o devido relevo aos aspectos relacionados com a importância da cooperação económica, sem prejuízo das atuais prioridades, como a defesa da língua e da cultura lusófonas.”

Rui Machete diz que esta mudança “resulta da evolução da própria organização e, em particular, da existência de países como observadores associados da organização.”

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