O ex-director de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, citou durante os depoimentos à Polícia Federal o nome de 28 políticos, incluindo um ministro, senadores e deputados, que estariam envolvidos no esquema de corrupção da petrolífera brasileira.

D e acordo com o diário Estado de São Paulo, que teve acesso à lista, entre os envolvidos estariam António Palocci, ex-ministro dos governos Lula da Silva e Dilma Rousseff, a ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o actual ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, e o presidente do Senado, Renan Calheiros.

O ex-director é um dos acusados no esquema e tem colaborado com a justiça através do programa de colaboração firmado com o Ministério Público brasileiro.

O esquema foi desmantelado em Março deste ano durante uma operação da polícia federal que investigava uma máfia de envio ilegal de dinheiro para o exterior.

Ao chegar ao principal executor desses envios, o cambista não legalizado Alberto Yousseff, a polícia brasileira identificou uma lista com o nome de todos os seus principais “clientes”, que incluía desde políticos até altos executivos de grandes empresas, colocando a Petrobras no centro das investigações.

Entre os políticos citados por Costa aparecem ainda o candidato à Presidência da República pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), Eduardo Campos, morto em Agosto em um acidente de avião.

Segundo o depoimento do ex-director, ele próprio teria intermediado um repasse de 20 milhões de reais (6,26 milhões de euros) para o ‘caixa 2’ (saco azul) da campanha para a reeleição de Campos, então governador do estado do Pernambuco.

Ainda de acordo com a mesma publicação, o executivo contou que os políticos envolvidos recebiam frequentemente repasses de dinheiro, especialmente destinados a campanhas eleitorais.

Outros nomes citados na reportagem são: Henrique Alves, presidente da Câmara dos Deputados, Roseana Sarney, ex-governadora do Maranhão, Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Guerra, ex-presidente nacional do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), além de outros parlamentares. Os políticos negam qualquer envolvimento no caso.

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