Angola continua a ser um exemplo no âmbito das democracias mais avançadas e, também, dos estados de direito, só rivalizando com a Coreia (do Norte, obviamente).

D e facto, Angola foi o país lusófono que mais pontos perdeu no Índice de Percepção da Corrupção 2014, caindo oito posições no ranking, segundo o relatório anual divulgado hoje pela organização não-governamental Transparência Internacional.

Angola teve uma queda de quatro pontos no ranking da Transparência Internacional, caindo do 153º lugar (23 pontos) em 2013 para o 161º (19 pontos) em 2014 na tabela da organização não-governamental.

Timor-Leste é outro lusófono que caiu na tabela da ONG e perdeu dois pontos, passando da 119ª posição (30 pontos) em 2013 para o 13.º (28 pontos) em 2014.

São Tomé e Príncipe perdeu lugares no ranking, mas manteve a mesma pontuação, descendo do 72º lugar (42 pontos) no ano passado para 76º lugar este ano (42 pontos). Cabo Verde caiu uma posição na lista e perdeu um ponto, passando do 41º lugar (58 pontos em 2013) para 42º lugar (57 pontos em 2014).

Já Moçambique manteve-se na mesma posição na tabela, mas ganhou um ponto, permanecendo em 119º lugar e passando de 30 pontos em 2013 para 31 pontos em 2014.

A Guiné-Bissau manteve a sua pontuação (19 pontos) e subiu dois lugares na tabela, passando da 163ª posição em 2013 para 161ª este ano.

O Brasil melhorou a sua prestação, subindo do 72º lugar em 2013 (42 pontos) para 69º em 2014 (43 pontos).

Entretanto, o documento faz referência sobre a corrupção nos países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), lembrando o escândalo de desvio de dinheiro na companhia petrolífera estatal brasileira, Petrobras, para vários partidos políticos, sobretudo para o Partido dos Trabalhadores (PT), que está no poder.

Portugal melhorou a sua colocação, passando do 33º lugar (62 pontos) em 2013 para 31º (63 pontos) em 2014.

A Guiné Equatorial, membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa desde 23 de Julho deste ano, não consta deste actual relatório da ONG. No ano passado, a Guiné Equatorial estava em 163º lugar, com 19 pontos.

Mais de dois terços dos 175 países têm pontuação abaixo de 50, numa escala de 0 (percebido como altamente corrupto) a 100 (percebido como pouco corrupto).

A Dinamarca está em primeiro lugar da lista com 92 pontos, enquanto a Somália e a Coreia do Norte partilham o último lugar da tabela, com apenas oito pontos (ambos no 174º)

O Índice de Percepção da Corrupção, que avalia o sector público dos países, é composto por índices de corrupção de entidades internacionais consideradas credíveis, como o Banco Mundial.

No ano passado, 177 países e territórios foram analisados, mas em 2014 ficaram de fora o Brunei, a Guiné Equatorial e Santa Lúcia. Samoa foi incluído este ano no Índice de Percepção da Corrupção 2014.

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