A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou hoje os crimes cometidos contra jornalistas e defendeu o fim da “impunidade” contra os criminosos que tentam impedir a democracia e a liberdade de expressão. Que chatice, comentam os arautos do regime de José Eduardo dos Santos.

U ma “imprensa livre e aberta é um dos alicerces da democracia e do desenvolvimento”, considerou a ONU, numa mensagem divulgada por ocasião do primeiro Dia Internacional para o Fim da Impunidade de Crimes Contra Jornalistas.

As Nações Unidas condenaram a morte de mais de 700 jornalistas nos últimos dez anos “pelo simples facto de fazerem o seu trabalho”, lembrando que só em 2013 foram executados 17 jornalistas iraquianos.

Na mensagem, a ONU sublinhou que “muitos mais jornalistas e trabalhadores dos ‘media’ em todo o mundo sofrem de intimidação, ameaças de morte e violência, e nove em cada dez casos não são levados à justiça”.

“Como resultado, os criminosos ganham ainda mais coragem, uma vez que as pessoas têm medo de falar sobre corrupção, repressão política e outras violações de direitos humanos. Isto tem de acabar”, reforçou a Organização internacional.

Insistindo que “nenhum jornalista em lado algum deve arriscar a sua vida para fazer reportagens e dar as notícias”, a ONU advogou que, acabando “com a impunidade, estaremos a aprofundar a liberdade de expressão e a promover o diálogo”.

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